{"id":30801,"date":"2015-06-10T20:02:47","date_gmt":"2015-06-10T23:02:47","guid":{"rendered":"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/?page_id=30801"},"modified":"2021-07-15T14:14:08","modified_gmt":"2021-07-15T17:14:08","slug":"nas-trilhas-da-arte-e-da-politica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-13-mar-abr2015\/nas-trilhas-da-arte-e-da-politica\/","title":{"rendered":"N\u00ba13 &#8211; Perfil &#8211; Dulce Braga"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"p1\"><span style=\"color: #800000\"><span class=\"s1\"><b>Nas trilhas da a<\/b><\/span><span class=\"s2\"><b>r<\/b><\/span><span class=\"s1\"><b>te e da pol\u00edtica<\/b><\/span><\/span><\/h1>\n<h2 class=\"p2\"><span class=\"s3\">Intelectual, com apurado dom art\u00edstico e apaixonada pela pol\u00edtica, a ex-vereadora tornou-se a primeira senadora paulista, indicada pelos militares<\/span><\/h2>\n<p class=\"p4\"><b>Gisele Machado<\/b> | <a href=\"mailto:gisele@saopaulo.sp.leg.br\">gisele@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a23.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28807 size-large\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a23-1024x684.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"428\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">EXPRESSIVA \u2014 Dulce no Rotary Club, no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1950<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Acervo da fam\u00edlia<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s4\">\u201cA<\/span>nticomunista ferrenha\u201d. Assim Dulce Salles Cunha Braga se definiu em uma entrevista ao jornal <i>O Estado de S.Paulo<\/i>, em 1982. Na \u00e9poca, j\u00e1 havia sido tr\u00eas vezes vereadora e cumprido tr\u00eas mandatos de deputada estadual. Estava, ainda, prestes a se tornar a primeira mulher do Estado a chegar ao Senado \u2013 por indica\u00e7\u00e3o dos militares. Representante de movimentos femininos conservadores, ajudou a liderar a Marcha da Fam\u00edlia com Deus pela Liberdade, uma das manifesta\u00e7\u00f5es que precederam o golpe militar de 1964.<\/p>\n<p class=\"p4\">Ironicamente, a mulher de ideais reacion\u00e1rios t\u00e3o fortes foi capaz de viver pacificamente, durante uma d\u00e9cada, com a fam\u00edlia de sua irm\u00e3 Esmeralda, da qual fazia parte um \u201cinimigo\u201d: o cunhado comunista Francisco Schmidt. \u201cPapai e Dulce eram muito amigos\u201d, conta Cec\u00edlia Ramos Vianna Paranhos, filha de Francisco e Esmeralda. Mais do que contradit\u00f3ria, a pol\u00edtica conhecida como \u201cprincesa do governo militar\u201d era, acima de tudo, pura diplomacia e traquejo social.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 310px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #fff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28828\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b14.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"422\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">FAM\u00cdLIA \u2014 Dulce (\u00e0 direita), a irm\u00e3 Esmeralda (\u00e0 esquerda), a m\u00e3e, Maria (de xadrez),<br \/>\ne a tia Cachopa<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Acervo da fam\u00edlia<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">Exuberante, solteira at\u00e9 os 38 anos e cantora l\u00edrica, Dulce circulava entre os convidados e trocava opini\u00f5es sobre pol\u00edtica com gra\u00e7a e toler\u00e2ncia. \u201cSimp\u00e1tica, expansiva, diplom\u00e1tica e educada, respeitava a posi\u00e7\u00e3o da gente\u201d, conta Moacir Longo, colega comunista de Schmidt e vereador na C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP) pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) at\u00e9 ser cassado pelos militares, em 1964.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s5\">\u201cN\u00e3o t\u00ednhamos nenhum conflito que nos afastasse, a n\u00e3o ser a diverg\u00eancia pol\u00edtica, que era not\u00f3ria\u201d, resume Longo. A doce Dulce era temida na pol\u00edtica e uma feroz defensora de seu partido \u2013 primeiro a Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional (UDN) e, ap\u00f3s 1966, a Alian\u00e7a Renovadora Nacional (Arena), extinta em 1980 e que deu sustenta\u00e7\u00e3o ao regime militar.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">\u201cEla era, sim, temida; fazia valer a sua opini\u00e3o\u201d, lembra Jacob Pedro Carolo, colega de Dulce nos dois primeiros mandatos dela como deputada estadual. Ex-presidente estadual da Arena, ele conta que Dulce era \u201crespeitabil\u00edssima\u201d no partido: \u201cTinha voz, era ouvida. Tinha uma atua\u00e7\u00e3o linda!\u201d. Carolo lembra-se do dia em que Dulce andava \u201cansiosa e aflita\u201d pela Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo (Alesp) para aprovar, at\u00e9 a meia-noite, um projeto em favor dos funcion\u00e1rios legislativos, a despeito das manobras de um opositor para ganhar tempo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s5\">Na Alesp, Dulce exerceu tr\u00eas mandatos consecutivos pela Arena, de 1967 a 1979. Tr\u00eas anos depois, tornou-se a primeira senadora paulista. Filiada ao Partido Democr\u00e1tico Social (PDS), ela foi escolhida segunda-suplente por elei\u00e7\u00e3o indireta dos governantes da \u00e9poca e assumiu a vaga do senador titular, Amaral Furlan (em licen\u00e7a), e do primeiro-suplente, Manoel Gon\u00e7alves Ferreira Filho, que ocupava um cargo no Executivo. Seu mandato foi de 30 de junho a 29 de novembro de 1982.<\/span><\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #fff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28829\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b15.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"418\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">PAIX\u00c3O \u2014 Em sentido hor\u00e1rio, Dulce e Roberto em seu casamento (1962), em evento na Alesp, no Club Athletico Paulistano (1992) e durante viagem de f\u00e9rias (1984)<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Fotos: Acervo Alesp, Acervo da fam\u00edlia e Centro Pr\u00f3-Mem\u00f3ria Club Athletico Paulistano<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">Na CMSP, foi vereadora em tr\u00eas legislaturas, a maior parte do tempo pela UDN. Chegou \u00e0 Casa como suplente, com 1.143 votos, e em 1955 (\u00faltimo ano da 2\u00aa Legislatura) substituiu vereadores titulares de sua legenda. Em 1960, assumiu pela primeira vez como vereadora titular, ap\u00f3s receber 7.679 votos. Para a legislatura seguinte, elegeu-se com a maior vota\u00e7\u00e3o da CMSP at\u00e9 ent\u00e3o: 23.980 votos. O recorde anterior pertencia a William Salem, que em 1955 foi escolhido por 15.297 eleitores.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s6\"><b>PERSONALIDADE<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p4\">Nascida em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, em 1924, Dulce era filha e neta de pol\u00edticos importantes do interior paulista. O av\u00f4 Jos\u00e9 de Salles Cunha elegeu-se prefeito de Descalvado, a 240 quil\u00f4metros da capital, e morreu jovem, de febre amarela.<\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s5\">Feliciano de Salles Cunha, pai de Dulce, mudou-se para S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto por volta de 1920. Foi um dos primeiros a ter autom\u00f3vel e comandava uma revendedora de carros Ford. Por acreditar na via automobil\u00edstica, comandou a abertura das primeiras estradas de S\u00e3o Jos\u00e9 a Mirassol, entre outras, e ali instalou um neg\u00f3cio de transporte de pessoas. Foi vereador e presidente da C\u00e2mara.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">\u201cSe fosse come\u00e7ar vereadora em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, minha tia seria eleita s\u00f3 pela influ\u00eancia do meu av\u00f4; n\u00e3o precisaria ser nada, ou demonstrar muito pouco\u201d, diz Jos\u00e9 de Salles Cunha, que tem o mesmo nome do av\u00f4 e \u00e9 sobrinho de Dulce. Mas a parlamentar fez sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Decidiu se mudar para S\u00e3o Paulo, onde fez faculdade de Did\u00e1tica e de L\u00ednguas Neolatinas pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC). O pai e a m\u00e3e, Maria Paternost Salles, vieram com ela. \u201cFeliciano e dona Maria vieram para S\u00e3o Paulo simplesmente como acompanhantes de Dulce, que foi abrindo seus pr\u00f3prios caminhos e ficando conhecida&#8230; E muito rapidamente\u201d, observa o sobrinho Jos\u00e9.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\">Em S\u00e3o Paulo, Dulce conheceu a elite cultural e religiosa da cidade. Logo que chegou, entrou para o coral do Theatro Municipal e fez aulas de canto com os maestros Camargo Guarnieri e Miguel Arquer\u00f3ns. Dos 25 aos 29 anos, lecionou literatura brasileira na Biblioteca Municipal de S\u00e3o Paulo. Nos dez anos seguintes, ensinou hist\u00f3ria da m\u00fasica na rede municipal de educa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m palestrou sobre literatura em cursos de extens\u00e3o na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Era professora de espanhol e fluente em latim, franc\u00eas, italiano e ingl\u00eas. Em 1951, publicou o livro <i>Autores Contempor\u00e2neos Brasileiros<\/i> e, depois, v\u00e1rios outros t\u00edtulos sobre literatura, gram\u00e1tica, religi\u00e3o e comportamento.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #fff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b16.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28830\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b16.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"265\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">C\u00c2MARA \u2014 Em 1965, Dulce presenteia com seu LP o servidor da CMSP Amilcar Cerri<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Acervo CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p4\">Em meio a tantas atividades, conheceu o m\u00e9dico, advogado e incorporador Antonio Roberto Alves Braga. Tiveram um breve romance, mas ele dizia n\u00e3o estar pronto para o casamento e acabaram se separando. \u201cEla ficou tremendamente apaixonada por ele e ele por ela. N\u00e3o pejorativamente, mas Antonio Roberto era um playboy; muito requisitado pelas mo\u00e7as da \u00e9poca, um homem rico, soci\u00e1vel, muito fino, muito agrad\u00e1vel\u201d, descreve Jos\u00e9 de Salles. Dulce esperou por seis anos at\u00e9 que, em 1962, enfim, se casaram. N\u00e3o puderam ter filhos.<\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s5\">A rio-pretense, que se definiu ao jornal <i>O Estado de S.Paulo<\/i> como \u201cconservadora, cat\u00f3lica praticante \u2013 do tipo que algumas pessoas definem como \u2018carola\u2019 \u2013 e muito moralista\u201d, entrou para a pol\u00edtica a convite do padre paulista Benedito M\u00e1rio Calazans, deputado estadual de 1951 a 1959 e senador de 1959 a 1967. \u201cEla n\u00e3o tinha ambi\u00e7\u00e3o de ser pol\u00edtica, mas de ser artista; dizia para mim que gostava era do palco&#8230; N\u00e3o foi porque meu av\u00f4 n\u00e3o deixou\u201d, conta Jos\u00e9, que morou por um ano na casa da tia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">Aos 31 anos, em 1955, Dulce era suplente e assumiu uma cadeira na C\u00e2mara Municipal. Tomou gosto pela carreira. Nas elei\u00e7\u00f5es seguintes, sua vota\u00e7\u00e3o conseguia eleger outros \u201cdois ou tr\u00eas\u201d correligion\u00e1rios, \u201co que era muito interessante num tempo em que mulher quase n\u00e3o se destacava\u201d, analisa o sobrinho. Ela se correspondia com cada eleitor conquistado e com outros dez indicados. Manteve esse h\u00e1bito at\u00e9 o fim da vida, quando uma degenera\u00e7\u00e3o na retina deteriorou muito sua vis\u00e3o. Al\u00e9m desse tipo de aten\u00e7\u00e3o, para Jos\u00e9 de Salles, contou muito o fato de a tia ser \u201cbel\u00edssima e falar muito bem\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s7\">Seus discursos tinham a mesma voz impostada com que gravou o LP <i>Personalidade<\/i>, em 1967, com m\u00fasicas de Tom Jobim, Vin\u00edcius de Moraes, do ex-vereador Murillo Antunes Alves e uma composi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/span><\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #fff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b17.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28831\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b17.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"291\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">ASSEMBLEIA \u2014 De joelho, em missa na Alesp quando era deputada, e durante recep\u00e7\u00e3o a pol\u00edticos coreanos<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Acervo Alesp<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s6\"><b>LETRAS E ROS\u00c1RIO<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p4\">Na CMSP, Dulce prop\u00f4s uma lei, publicada em 1964, que declarou como utilidade p\u00fablica a casa onde nasceu M\u00e1rio de Andrade, na Rua Aurora, bairro de Santa Ifig\u00eania. O Executivo teria at\u00e9 cinco anos para tentar a desapropria\u00e7\u00e3o e transformar o im\u00f3vel no Museu Liter\u00e1rio M\u00e1rio de Andrade, o que n\u00e3o ocorreu. Para a vereadora, estudiosa do modernista, M\u00e1rio foi \u201co l\u00edder espiritual de toda uma gera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s7\">A educa\u00e7\u00e3o foi uma de suas principais bandeiras na C\u00e2mara. E fora dela tamb\u00e9m. De 1960 a 1961, produziu e apresentou, no canal <i>Excelsior<\/i>, o programa <i>Literatura Brasileira na TV<\/i>. De 1961 a 1963, apresentou o programa de alfabetiza\u00e7\u00e3o <i>ABC para Voc\u00ea<\/i>, na <i>R\u00e1dio Record<\/i>. Em seu segundo mandato como vereadora, enviou requerimento \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados pedindo um inqu\u00e9rito para apurar se o sistema Paulo Freire de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos em massa, conveniado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, acobertava o objetivo de \u201cdoutrinar marxistamente o nosso povo\u201d. O m\u00e9todo de Freire pregava a educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica de liberta\u00e7\u00e3o da pessoa oprimida. Segundo Dulce, o conv\u00eanio alfabetizaria mais de 4 milh\u00f5es de brasileiros que poderiam ser eleitores em 1965.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s7\">Na tribuna da CMSP, em 18 de mar\u00e7o de 1964, v\u00e9spera da Marcha da Fam\u00edlia, a vereadora conclamou crian\u00e7as, mulheres, homens, paulistanos de todas as religi\u00f5es e ra\u00e7as, vereadores e suas fam\u00edlias a sa\u00edrem do comodismo para, juntos, implorarem pela liberdade, \u201cem desagravo ao ros\u00e1rio, e em defesa da fam\u00edlia\u201d, institui\u00e7\u00f5es que, segundo ela, haviam sido insultadas em discurso do ent\u00e3o presidente Jo\u00e3o Goulart, dias antes, ao prometer reformas de base.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">Na mesma sess\u00e3o, o vereador David Lerer (ent\u00e3o no PSB) chamou a colega de elitista: \u201cQuando as esposas dos grandes investidores imobili\u00e1rios v\u00e3o \u00e0 rua, quando as esposas dos magnatas do petr\u00f3leo v\u00e3o \u00e0 rua, quando os que s\u00e3o contra as medidas reformistas que se quer tomar neste Pa\u00eds, contra o congelamento dos alugu\u00e9is, v\u00e3o \u00e0 rua, n\u00e3o falam que v\u00e3o por isso. Dizem que v\u00e3o \u00e0 rua em passeata na defesa do ros\u00e1rio e de Deus\u201d.<\/span><\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 252px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a24.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28808 size-medium\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a24-242x300.jpg\" alt=\"\" width=\"242\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">PIONEIRA \u2014 \u201cDulce foi cavando seus pr\u00f3prios caminhos\u201d, diz o sobrinho Jos\u00e9 de Salles Cunha<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Marcelo Ximenez\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s7\">No dia 6 de abril de 1964, na primeira sess\u00e3o ordin\u00e1ria registrada na CMSP ap\u00f3s o golpe, Dulce novamente discursou, apoiada \u201cruidosamente com palmas e acenos de len\u00e7os\u201d das mulheres que lotavam as galerias do Plen\u00e1rio da Casa. A vereadora cobrava apoio oficial do Legislativo paulistano aos militares: \u201cEstas mulheres que aqui est\u00e3o lotando o audit\u00f3rio e o sagu\u00e3o desta Casa, representando todas as entidades femininas, crist\u00e3s e democr\u00e1ticas de S\u00e3o Paulo, vieram exigir o pronunciamento desta C\u00e2mara Municipal\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s7\">O golpe foi comemorado por Dulce em 31 de mar\u00e7o de 1965, na tribuna: \u201cHomens respons\u00e1veis compreenderam em tempo a necessidade de reformular a vida brasileira em termos de uma leg\u00edtima democracia, sob o signo de Deus\u201d. Nos \u00faltimos meses de 1966, entretanto, a vereadora j\u00e1 admitia a falha do governo Castello Branco em reorganizar a pol\u00edtica do Pa\u00eds. E dizia concordar com os opositores em v\u00e1rios pontos: \u201cN\u00f3s tamb\u00e9m desejamos elei\u00e7\u00f5es livres, livres pelo voto secreto e direto no mais curto prazo poss\u00edvel, n\u00f3s tamb\u00e9m exigimos respeito \u00e0s garantias jur\u00eddicas e aos direitos individuais, n\u00f3s tamb\u00e9m consideramos indispens\u00e1vel uma reforma dos partidos pol\u00edticos e das institui\u00e7\u00f5es\u201d, disse, segundo registro da CMSP.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s5\">Em 10 de mar\u00e7o de 1967, \u00e0s v\u00e9speras de deixar a verean\u00e7a para assumir como deputada, a parlamentar contou ter aderido \u00e0 Arena por falta de escolha, j\u00e1 que os partidos haviam se reduzido a dois. \u201cN\u00e3o nos restava outra op\u00e7\u00e3o que n\u00e3o ingressar em um deles, mais pr\u00f3ximo de minha convic\u00e7\u00e3o, se bem que longe de meus ideais\u201d, lamentou. \u201cN\u00e3o foi a Revolu\u00e7\u00e3o dos meus sonhos, porque o povo continua sofrido\u201d, disse, na mesma ocasi\u00e3o. Com esse discurso, encerrava sua passagem pela CMSP com duas de suas marcas mais fortes: a coragem e a diplomacia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b13.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-28827\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b13-1024x841.jpg\" alt=\"apartes_N13_b13\" width=\"640\" height=\"526\" \/><\/a><\/p>\n<table class=\"t1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#D9DDCC\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\"><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 410px;margin-left: 0.5em;margin-top: 0.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: transparent !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b23.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28837\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b23.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"329\" \/><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<h2 class=\"p6\"><span style=\"color: #800000\"><b>Vereadora na m\u00eddia<\/b><\/span><\/h2>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">Na C\u00e2mara, Dulce ganhou destaque na imprensa com seus posicionamentos pela honestidade na pol\u00edtica. Em 1960, a parlamentar revelou a <i>O Estado de S.Paulo<\/i>, entre outros jornais, que a chapa situacionista havia tentado comprar seu voto na elei\u00e7\u00e3o para a Mesa Diretora (<\/span><span class=\"s8\"><b>1<\/b>)<\/span><span class=\"s3\">. Em outubro de 1964, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> mostrou que Dulce apoiava a proposta do presidente da Rep\u00fablica para suprimir os sal\u00e1rios dos vereadores (<\/span><span class=\"s8\"><b>2<\/b>)<\/span><span class=\"s3\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\">Em 1963, virou not\u00edcia no <i>Di\u00e1rio da Noite<\/i> ao tornar-se recordista de votos (<span class=\"s8\"><b>3<\/b>)<\/span>. No ano seguinte, o mesmo peri\u00f3dico publicou o primeiro discurso oficial de Dulce celebrando o golpe (<span class=\"s8\"><b>4<\/b>)<\/span>.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Comente sobre essa mat\u00e9ria:<\/h5>\n<p><a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #3b5998 !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Facebook da revista Apartes\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a> <a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #1daced !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Twitter da revista Apartes\" href=\"https:\/\/twitter.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Twitter<\/a><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Envie cr\u00edticas ou sugest\u00f5es:<\/h5>\n<p>Email: <strong><a href=\"mailto:apartes@saopaulo.sp.leg.br\">apartes@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas trilhas da arte e da pol\u00edtica Intelectual, com apurado dom art\u00edstico e apaixonada pela pol\u00edtica, a ex-vereadora tornou-se a primeira senadora paulista, indicada pelos militares Gisele Machado | gisele@saopaulo.sp.leg.br EXPRESSIVA \u2014 Dulce no Rotary Club, no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1950 Acervo da fam\u00edlia \u201cAnticomunista ferrenha\u201d. 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