{"id":33907,"date":"2015-08-18T21:59:59","date_gmt":"2015-08-18T21:59:59","guid":{"rendered":"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/?page_id=33907"},"modified":"2016-12-01T15:19:17","modified_gmt":"2016-12-01T17:19:17","slug":"os-maiores-espetaculos-da-terra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-15\/os-maiores-espetaculos-da-terra\/","title":{"rendered":"N\u00ba15 \u2013 Cultura"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"p1\"><span style=\"color: #800000\"><b>Os maiores espet\u00e1culos da Terra<\/b><\/span><\/h1>\n<h2 class=\"p1\">Dentro e fora das lonas, o circo se reinventa e ganha leis que estimulam e homenageiam seus artistas<\/h2>\n<p class=\"p1\"><b>Fausto Salvadori Filho<\/b> | fausto@saopaulo.sp.leg.br<br \/>\n<b>Gisele Machado<\/b> | gisele@saopaulo.sp.leg.br<\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_25.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-33860\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_25-1024x854.jpg\" alt=\"apartes_N15_25\" width=\"640\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_25-1024x854.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_25-300x250.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_25.jpg 1798w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">NA ESTRADA &#8211; Apresentadora Jaqueline ensaia em dia de estreia do circo itinerante Moscou<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Gute Garbelotto\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p1\">Era uma casa muito engra\u00e7ada. N\u00e3o tinha teto, n\u00e3o tinha piso, n\u00e3o tinha nada. As paredes eram tudo o que restava do galp\u00e3o onde havia funcionado o primeiro supermercado de Cidade Tiradentes, bairro pobre na zona leste de S\u00e3o Paulo. O galp\u00e3o n\u00e3o passava de uma ru\u00edna quando um coletivo de artistas chamado Instituto Pombas Urbanas ocupou o local, em 2004, com a miss\u00e3o de erguer um teatro.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cComo n\u00e3o havia energia, os atores tinham que usar os far\u00f3is dos carros para iluminar o galp\u00e3o \u00e0 noite\u201d, relembra o ator Adriano Mauriz, 39 anos, um dos moradores do bairro de S\u00e3o Miguel Paulista que, ao lado do diretor Lino Rojas (morto em 2005), fundou h\u00e1 25 anos o Pombas Urbanas, com o sonho de \u201ctransformar a arte num projeto de vida para os jovens das periferias\u201d. Quando se instalaram em Cidade Tiradentes, os atores do grupo sentiram a car\u00eancia dos moradores por mais op\u00e7\u00f5es de arte e lazer que n\u00e3o existiam no bairro. Decidiram que um teatro s\u00f3 n\u00e3o bastava. Era preciso montar um centro cultural, a partir das demandas da popula\u00e7\u00e3o. Foi a\u00ed que Adriano come\u00e7ou a ensinar t\u00e9cnicas de circo: perna de pau, monociclo, malabares.<\/p>\n<p class=\"p3\">As aulas encantavam a molecada e ensinavam para as crian\u00e7as mais retra\u00eddas ou agressivas como se relacionar umas com as outras. \u201cVirou um espa\u00e7o de brincadeira e sociabiliza\u00e7\u00e3o\u201d, conta Mauriz. Depois que os pequenos devoraram tudo o que Adriano tinha para ensinar, ele resolveu chamar profissionais dos circos tradicionais para dar aula. Gente que havia nascido sob as lonas e aprendido os artes circenses com os pais, herdeiros de um saber passado de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_26.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33861\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_26-1024x746.jpg\" alt=\"apartes_N15_26\" width=\"401\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_26-1024x746.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_26-300x219.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_26.jpg 1309w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">EM CENA &#8211; Guilherme Torres, Larissa Evelyn, Rafael Diniz e Marcelo Nobre, artistas do Grupo Palombar<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">F\u00e1bio Lazzari\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p3\">\u201cO povo do circo chamava a gente de palombar\u201d, conta Marcelo Nobre Orquiza, 24 anos, morador de Cidade Tiradentes que passou a frequentar as aulas em 2011. Na linguagem do circo, palombar s\u00e3o remendos que garantem a sustenta\u00e7\u00e3o da lona. \u201cEles diziam que estavam nos ensinando coisas que os filhos deles n\u00e3o queriam mais aprender. N\u00f3s \u00e9ramos como remendos na tradi\u00e7\u00e3o do circo\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"p3\">Os alunos assumiram o apelido e criaram, em 2012, o Grupo de Circo e Teatro Palombar, formado por dez jovens, todos de Cidade Tiradentes. S\u00e3o artistas circenses que n\u00e3o precisam de lona: podem apresentar seu espet\u00e1culo onde quiserem, em teatros ou na rua. Hoje, s\u00e3o eles que d\u00e3o as aulas de circo para as crian\u00e7as do bairro, no mesmo galp\u00e3o de antes \u2013 que, ap\u00f3s ser reformado pelas m\u00e3os dos pr\u00f3prios artistas, ganhou teto, piso, luz e \u00e1gua, transformando-se no Centro Cultural Arte em Constru\u00e7\u00e3o, um espa\u00e7o com 1.600 m\u00b2 de equipamentos culturais, incluindo salas de aula, \u00e1reas de conviv\u00eancia, biblioteca, sala de leitura, teatro e cineclube.<\/p>\n<p class=\"p3\">Ao mostrar que a arte tamb\u00e9m pode ser abra\u00e7ada por quem mora na periferia, o Palombar e outros grupos art\u00edsticos surgidos no antigo galp\u00e3o mudaram o rumo da vida de alguns jovens do bairro, como Marcelo. \u201cEu vivia sem um projeto, sem saber o que queria fazer\u201d, afirma o ator. \u201cHoje, vivo do circo, e sem precisar deixar o bairro onde moro.\u201d<\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_27.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33862\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_27.jpg\" alt=\"apartes_N15_27\" width=\"400\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_27.jpg 991w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_27-300x244.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">PREPARATIVOS &#8211; Jorge Fumagalli durante instala\u00e7\u00e3o do Circo Moscou<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">\u00c2ngelo Dantas\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>CIRCO POPULAR<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">\u00c9 assim, por meio de remendos que reinventam e d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 sua hist\u00f3ria, que a arte circense cria formatos e vai conquistando outros espa\u00e7os.<\/p>\n<p class=\"p3\">Uma iniciativa aprovada pela C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP) quer ser mais um palombar nessa hist\u00f3ria e levar o poder transformador do circo a mais pessoas: a Lei 16.162, sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em 13 de abril deste ano. A proposta cria o Programa Circo Popular, que pretende disponibilizar aulas gratuitas de circo. O autor do projeto \u00e9 o vereador Marquito (PTB), ele pr\u00f3prio um artista que atua em picadeiros desde os 17 anos. \u201cO circo ensina muito\u201d, lembra o parlamentar. Segundo ele, o objetivo das aulas \u00e9 aproveitar o tempo ocioso dos jovens e proporcionar a eles \u201ccultura, novos horizontes, entretenimento, benef\u00edcios f\u00edsicos e intelectuais\u201d, al\u00e9m de disseminar a import\u00e2ncia social e hist\u00f3rica do circo. Os cursos do Circo Popular ter\u00e3o cinco modalidades: a\u00e9rea, solo, cama el\u00e1stica e trampolim acrob\u00e1tico, malabares e aulas hist\u00f3ricas (veja mais no final da p\u00e1gina).<\/p>\n<p class=\"p3\">O secret\u00e1rio municipal de Cultura, vereador licenciado Nabil Bonduki, disse que a pasta est\u00e1 trabalhando para que o projeto entre em pr\u00e1tica. \u201cNum primeiro momento, vai funcionar em duas ou tr\u00eas Subprefeituras\u201d, explica. O secret\u00e1rio tamb\u00e9m estuda a possibilidade de destinar terrenos da Prefeitura para receber circos itinerantes. \u201cA cidade precisa ter locais exclusivos para os circos\u201d, aponta Bonduki.<\/p>\n<div style=\"float: left;width: 230px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_30.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33865\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_30.jpg\" alt=\"apartes_N15_30\" width=\"220\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_30.jpg 439w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_30-226x300.jpg 226w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">AULAS &#8211; Marquito \u00e9 autor da proposta que criou o Circo Popular<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Marcelo Ximenez\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p3\">A proposta do Circo Popular foi bem recebida pelas entidades do setor. \u201cO circo tem que continuar com a lona, que \u00e9 seu h\u00e1bitat natural, mas esse projeto permite lev\u00e1-lo a outros espa\u00e7os, para estar sempre na mente e no cora\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d, celebra Camilo Torres, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Circo (Abracirco).<\/p>\n<p class=\"p3\">Nos \u00faltimos anos, o circo come\u00e7ou a ir al\u00e9m do seu \u201ch\u00e1bitat natural\u201d. Desde que chegou ao Brasil, no in\u00edcio do s\u00e9culo 19, trazido por fam\u00edlias de artistas europeus, o circo foi sin\u00f4nimo de lonas itinerantes, erguidas por fam\u00edlias que iam de cidade em cidade apresentando-se em espet\u00e1culos grandiosos, com dezenas de artistas. As coisas come\u00e7aram a mudar a partir dos anos 1980, quando a lona passou a conviver com outros jeitos de fazer circo.<\/p>\n<p class=\"p3\">Jeitos que misturam a tradi\u00e7\u00e3o circense com a linguagem do teatro, na forma de espet\u00e1culos menores, capazes de caber em palcos, eventos, festas e nas ruas. Ao mesmo tempo, aulas de malabares e trap\u00e9zio entraram para o card\u00e1pio das academias de gin\u00e1stica e as t\u00e9cnicas do palha\u00e7o viraram tema de viv\u00eancias que trabalham o autoconhecimento.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cO circo \u00e9 a bola da vez\u201d, diz o professor Marco Antonio Coelho Bortoleto, coordenador do Grupo de Estudo e Pesquisa das Artes Circenses (Circus), da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre os v\u00e1rios setores que passaram a utilizar as artes nascidas dos picadeiros, os brasileiros se destacaram ao utilizar o circo nos projetos sociais. \u201cO Brasil se tornou uma das principais refer\u00eancias em circo social\u201d, afirma o professor, mencionando como exemplos os circos Girassol, em Porto Alegre (RS), o Laheto, em Goi\u00e2nia (GO), o Crescer &amp; Viver, no Rio de Janeiro (RJ), e o Pombas Urbanas.<\/p>\n<div style=\"float: left;width: 310px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_29.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33864\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_29-543x1024.jpg\" alt=\"apartes_N15_29\" width=\"300\" height=\"566\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_29-543x1024.jpg 543w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_29-159x300.jpg 159w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_29.jpg 833w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">MEM\u00d3RIA &#8211; Piolin, considerado o maior palha\u00e7o do Brasil, na d\u00e9cada de 30<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Secretaria Municipal de Cultura<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p3\">Segundo Bortoleto, por ser uma arte que exige coragem, respeito e coopera\u00e7\u00e3o, o circo pode ser \u201cbastante transformador quando trabalhado num contexto educativo\u201d. Imagine o que se passa com quem enfrenta o medo de cair ao andar equilibrado num arame ou exp\u00f5e o seu lado mais rid\u00edculo para uma plateia, vestindo um nariz vermelho. \u00c9 o tipo de experi\u00eancia que muda uma pessoa. \u201cCom o circo, a gente descobre que \u00e9 capaz de fazer v\u00e1rias coisas e isso gera uma transforma\u00e7\u00e3o pessoal. Da\u00ed, a transforma\u00e7\u00e3o social \u00e9 consequ\u00eancia\u201d, conta Bortoleto.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>\u201cFILHO, N\u00c3O DEIXA ACABAR\u201d<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">A novidade que detonou as v\u00e1rias mudan\u00e7as do circo brasileiro foi a cria\u00e7\u00e3o das escolas de circo, a partir de 1978, com a abertura da pioneira Academia Piolin de Artes Circenses, em S\u00e3o Paulo. \u201cAt\u00e9 ent\u00e3o, o circo de lona guardava os \u00faltimos vest\u00edgios de uma arte inici\u00e1tica e ancestral\u201d, conta Ver\u00f4nica Tamaoki, coordenadora do Centro de Mem\u00f3ria do Circo, criado pela Prefeitura de S\u00e3o Paulo em 2009. Quem quisesse aprender circo tinha de ter nascido numa fam\u00edlia do meio ou ser aceito numa lona itinerante \u2013 fora disso, os artistas n\u00e3o ensinavam o que sabiam a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cA cria\u00e7\u00e3o das escolas sofreu muito questionamento, porque as t\u00e9cnicas eram o grande tesouro das fam\u00edlias tradicionais. Hoje os artistas entendem que \u00e9 uma oportunidade de trabalho. Com isso, o saber do circo se democratizou\u201d, conta Bel Toledo, presidenta da Cooperativa Paulista de Circo. Segundo ela, hoje em dia h\u00e1 poucos conflitos entre os artistas tradicionais e os contempor\u00e2neos, nascidos fora da lona. \u201cSomos todos circo\u201d, diz Bel.<\/p>\n<p class=\"p3\">A presidenta da cooperativa diz que a classe m\u00e9dia come\u00e7a a redescobrir o circo agora, principalmente por conta da influ\u00eancia chique do Cirque du Soleil, companhia canadense com espet\u00e1culos apresentados por todo o mundo. Mas ela lembra que o picadeiro nunca saiu de moda entre a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira. No ano passado, uma pesquisa sobre h\u00e1bitos culturais feita pelo Sesc e pela Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo mostrou que o circo \u00e9 uma atividade que faz parte da vida de 72% dos brasileiros. \u201cTemos mais p\u00fablico do que o cinema, s\u00f3 que com menos visibilidade\u201d, compara.<\/p>\n<div style=\"float: left;width: 230px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_31.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33866\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_31.jpg\" alt=\"apartes_N15_31\" width=\"220\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_31.jpg 439w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_31-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">ADMIRADOR &#8211; Toninho Paiva criou o Dia Municipal do Circo e do Artista Circense<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Gute Garbelotto\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p3\">O circo que chega a essa multid\u00e3o de brasileiros \u00e9 quase sempre a lona itinerante, que consegue chegar aos mais distantes locais do Brasil. Pois justamente a forma mais tradicional de circo, origem de toda a riqueza que hoje se espalha por palcos, escolas e academias, \u00e9 a que encontra mais dificuldades para se manter viva. Ao contr\u00e1rio do cinema e do teatro, por exemplo, os artistas da lona dizem que raramente conseguem o apoio das leis de incentivo fiscal. \u201c\u00c9 a \u00fanica atividade cultural que depende apenas da sua bilheteria para viver\u201d, afirma Bel. Ver\u00f4nica Tamaoki, do Centro de Mem\u00f3ria de Circo, vai mais longe e prev\u00ea: \u201cPor falta de apoio, o circo de lona corre risco de extin\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\">N\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros precisos, apenas estimativas. A Abracirco e o Centro de Mem\u00f3ria afirmam que o Pa\u00eds tem hoje cerca de mil lonas de circo, que d\u00e3o emprego para cerca de 25 mil profissionais. O n\u00famero \u00e9 a metade do que havia dez anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p class=\"p3\">A crise n\u00e3o \u00e9 de hoje. Em 1961, o palha\u00e7o Piolin (saiba mais sobre ele no box no final da p\u00e1gina) viu seu circo ser despejado do endere\u00e7o que havia ocupado por 12 anos, na Avenida General Ol\u00edmpio da Silveira, em Santa Cec\u00edlia (regi\u00e3o central). A expuls\u00e3o que atingiu o circo do maior palha\u00e7o do Brasil prenunciava o que viria a se tornar o maior problema para o circo tradicional nas d\u00e9cadas seguintes: em tempos de especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, com a terra urbana negociada a pre\u00e7o de ouro, achar terrenos para levantar uma lona ficou cada vez mais dif\u00edcil. Por isso, a arte circense, que ao longo do seu primeiro s\u00e9culo de vida havia se instalado em endere\u00e7os centrais, como o Largo do Paissandu, viu-se confinada \u00e0s periferias.<\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_28.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33863\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_28.jpg\" alt=\"apartes_N15_28\" width=\"400\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_28.jpg 991w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_28-300x218.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">FERAS &#8211; O domador Zoltan Guranyi retirou-se do circo ap\u00f3s proibi\u00e7\u00e3o do uso de animais<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Cole\u00e7\u00e3o Zoltan\/CMC-DPH-SMC-PMSP<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p3\">\u201cManter um circo ficou muito dif\u00edcil. Tem poucos terrenos dispon\u00edveis, os donos cobram caro e exigem pagamento adiantado\u201d, desabafa Jorge Borges Monteiro, 65 anos, o Jorge Fumagalli, dono do Circo Moscou, que est\u00e1 com sua fam\u00edlia h\u00e1 sete gera\u00e7\u00f5es. \u00c9 uma tarde fria de junho, e o dono do circo ajuda os outros artistas a erguer as arma\u00e7\u00f5es que sustentar\u00e3o a lona, na Pra\u00e7a dos Bombeiros, em S\u00e3o Bernardo do Campo (SP).<\/p>\n<p class=\"p3\">Os artistas v\u00e3o chegando, a bordo dos ve\u00edculos onde moram e viajam. A \u00e1gua e a luz ainda n\u00e3o foram ligadas, e ningu\u00e9m sabe quando poder\u00e1 tomar banho. N\u00e3o h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o entre artistas e empregados. Quem brilha no palco tamb\u00e9m espalha serragem e finca estacas no ch\u00e3o. \u201cAqui \u00e9 um circo familiar. Todo mundo p\u00f5e a m\u00e3o na massa\u201d, explica Jorge. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o entre as habilidades. \u201cO tradicional de circo tem que saber fazer de tudo um pouco. Se n\u00e3o tem locutor, meus filhos v\u00e3o l\u00e1 anunciar. N\u00e3o tem palha\u00e7o? Eles pintam a cara.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">De repente, Jorge chora. Lembra a promessa que fez ao pai antes de morrer: \u201cEle me pediu: \u2018filho, depois que Deus me levar, n\u00e3o deixa o circo acabar, n\u00e3o\u2019\u201d. Os filhos e netos firmaram com ele o mesmo compromisso. \u201cEles me dizem: \u2018v\u00f4, fica tranquilo, n\u00e3o vai acabar, n\u00e3o\u2019. Gra\u00e7as a Deus, est\u00e3o continuando.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>NADA DE BICHO<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Elogiada pelas entidades de prote\u00e7\u00e3o aos animais, uma lei da CMSP teve como efeito colateral agravar a crise da lona, ao remover le\u00f5es, elefantes, cavalos e outros bichos que estavam entre as principais atra\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios circos. Criada pelo vereador Roger Lin, a Lei 14.014\/2005 proibiu \u201ca utiliza\u00e7\u00e3o de animais de qualquer esp\u00e9cie em apresenta\u00e7\u00e3o de circos e cong\u00eaneros\u201d na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cA apresenta\u00e7\u00e3o dos animais em espet\u00e1culos circenses nada mais \u00e9 do que pura tortura para os animais\u201d, dizia o vereador na justificativa. A proposta teve o apoio de entidades como a Alian\u00e7a Internacional do Animal (Aila), autora de uma campanha contra o uso de bichos nos picadeiros. \u201cN\u00e3o somos contra o circo. Gostamos da divers\u00e3o sadia, como o Cirque du Soleil, que deixa qualquer um de boca aberta\u201d, disse J\u00falia Fukushima, secret\u00e1ria da Presid\u00eancia da Aila, no dia da aprova\u00e7\u00e3o da lei, para a <i>Folha de S.Paulo<\/i>.<\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_33.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33868\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_33-1024x700.jpg\" alt=\"apartes_N15_33\" width=\"400\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_33-1024x700.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_33-300x205.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_33.jpg 1145w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">PALHA\u00c7ADA &#8211; Ver\u00f4nica Tamaoki mostra navalha gigante do Centro de Mem\u00f3ria do Circo<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Mozart Gomes\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p3\">O PL de Lin foi vetado pelo prefeito Jos\u00e9 Serra, mas a CMSP derrubou o veto e promulgou a lei em 30 de junho de 2005. Dois meses depois, em 25 de agosto, uma lei estadual, de autoria do deputado estadual Ricardo Tr\u00edpoli (PSDB), estendeu a mesma proibi\u00e7\u00e3o a todo o Estado.<\/p>\n<p class=\"p3\">Na \u00e9poca, Zoltan Guranyi, hoje com 78 anos, era considerado o principal domador do Brasil e havia ensinado o of\u00edcio aos filhos, que trabalhavam com ele no circo Orlando Orfei, um dos maiores do Pa\u00eds. Em 2006, um ano ap\u00f3s a proibi\u00e7\u00e3o do uso de animais, o circo fechou e a fam\u00edlia Guranyi nunca mais voltou \u00e0s artes circenses. \u201cHavia circos que maltratavam os animais e mereciam ser fechados\u201d, reconhece Guranyi. \u201cMas tamb\u00e9m tinha os circos que respeitavam os bichos, e a lei n\u00e3o diferenciou um do outro\u201d, lamenta.<\/p>\n<p class=\"p3\">As dificuldades provocadas pela lei prejudicaram at\u00e9 artistas que n\u00e3o lidavam com animais, como o malabarista Ramon Marambio, 36 anos, na quarta gera\u00e7\u00e3o de circo. \u201cV\u00e1rios circos quebraram durante a crise dos bichos. Eu mesmo tive que abandonar as lonas itinerantes\u201d, lembra. Hoje, ele trabalha \u201cfazendo cach\u00ea\u201d como artista tempor\u00e1rio de circos de passagem pela cidade.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>APESAR DE TUDO, SORRISOS<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Uma semana ap\u00f3s ter acompanhado a chegada do Circo Moscou ao terreno de S\u00e3o Bernardo do Campo, a <b>Apartes<\/b> voltou para ver a estreia no local. Tudo est\u00e1 mudado. Os artistas ergueram a lona colorida, ligaram luz e \u00e1gua (ap\u00f3s quatro dias sem poder tomar banho) e agora desfilam em suas roupas coloridas. N\u00e3o sabem se haver\u00e1 p\u00fablico: faz muito frio e a gr\u00e1fica n\u00e3o entregou os folhetos, para que pudessem fazer a divulga\u00e7\u00e3o. Mas est\u00e3o todos a postos.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cDaqui a pouquinho come\u00e7a o nosso espet\u00e1culo\u201d, anuncia a apresentadora Jaqueline Souza, usando um terninho preto e uma arma\u00e7\u00e3o de cartola na cabe\u00e7a, tudo coberto de pedras brilhantes. Muito concentrada, olha para as cadeiras vazias como se estivessem lotadas. \u201cMinha paix\u00e3o \u00e9 o circo\u201d, ela diz para a reportagem.<\/p>\n<p class=\"p3\">Tamb\u00e9m \u00e9 a paix\u00e3o do palha\u00e7o Bruno Monteiro, 35 anos, sobrinho de Jorge. Est\u00e1 postado na entrada, pronto para fazer palha\u00e7adas e vender pipocas e bexigas para as crian\u00e7as. \u00c9 daqueles que t\u00eam serragem correndo nas veias. Ele possui uma casa em Juquitiba (SP), mas o lugar vive vazio. \u201cN\u00e3o consigo viver l\u00e1. N\u00e3o trocaria o circo por nada\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"p3\">Os minutos passam, e os artistas percebem que a noite n\u00e3o ser\u00e1 de espet\u00e1culo. Hoje n\u00e3o deu p\u00fablico. O jeito \u00e9 se despir das fantasias e desmontar o show. Ningu\u00e9m ali parece triste ou desanimado. \u00c9 assim mesmo, todos sabem. \u201cO circo \u00e9 um alto e baixo\u201d, Bruno comenta. \u201cMas, alto ou baixo, o palha\u00e7o tem que sorrir do mesmo jeito, para fazer as crian\u00e7as sorrirem tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<table class=\"t1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#eeeeee\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"top\">\n<h2 class=\"p2\"><span style=\"color: #800000\"><b>C\u00e2mara homenageia artistas<\/b><\/span><\/h2>\n<div style=\"float: right;width: 360px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #ffffff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_32.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33867\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_32-1024x780.jpg\" alt=\"apartes_N15_32\" width=\"350\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_32-1024x780.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_32-300x228.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_32.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">ARTE MILENAR &#8211; Francisco Paulivan dos Santos, o palha\u00e7o Reco-Reco, brinca com jovens em sess\u00e3o solene comemorativa ao Dia Municipal do Artista Circense e do Circo<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Andr\u00e9 Bueno\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"p3\">Faz tempo que o ambiente s\u00e9rio da C\u00e2mara Municipal volta e meia se colore com os narizes vermelhos e as roupas brilhantes dos artistas circenses, nas homenagens feitas pelos vereadores. Em 1974, um decreto promulgado pelo presidente da Casa, Brasil Vita, ordenou a confec\u00e7\u00e3o de uma placa de bronze em homenagem a Abelardo Pinto, o palha\u00e7o Piolin, falecido no ano anterior.<\/p>\n<p class=\"p3\">A placa criada pela C\u00e2mara foi afixada numa rua que recebeu o nome de Abelardo Pinto (Piolin), no Largo do Paissandu, endere\u00e7o hist\u00f3rico do circo paulistano, por decreto do prefeito Miguel Colassuono. \u201cNeste local existiu um circo e sob sua lona nasceu um dos grandes palha\u00e7os do mundo\u201d, come\u00e7ava o texto gravado no bronze. \u201cNenhuma homenagem foi t\u00e3o merecida, porque, sobre ser justa, \u00e9 rom\u00e2ntica, \u00e9 po\u00e9tica e desmente os que chamam S\u00e3o Paulo de cidade sem alma\u201d, escreveu o pesquisador de circo J\u00falio Amaral de Oliveira, conforme diz o livro <i>Hoje tem espet\u00e1culo?<\/i>, de Roberto Ruiz.<\/p>\n<p class=\"p3\">Em 2012, uma passeata de palha\u00e7os, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, conseguiu que a antiga placa de bronze, gasta e pichada, fosse trocada por uma nova, que est\u00e1 l\u00e1 at\u00e9 hoje, apresentando uma cita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Piolin: \u201cMeu sonho era ser engenheiro. Queria construir casas, pontes, estradas e castelos. Constru\u00ed apenas castelos de sonhos para muita gente. Sou, de qualquer maneira, um engenheiro, e estou feliz com isso\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\">Piolin era celebrado como um dos maiores artistas brasileiros pelos modernistas da Semana de 1922. Um deles, o poeta Menotti del Picchia, escreveu que Piolin \u201crevolucionou o picadeiro como n\u00f3s, seus amigos, revolucionamos as letras e as artes\u201d. Em 1972, nos 50 anos do evento, o Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp) convidou Piolin a montar um circo no local. No mesmo ano, uma lei estadual transformou a data de nascimento de Piolin, 27 de mar\u00e7o, em Dia do Circo.<\/p>\n<p class=\"p3\">Um dos vereadores mais ligados \u00e0s artes do picadeiro \u00e9 Toninho Paiva (PR), autor da lei que transformou o 27 de mar\u00e7o em Dia Municipal do Artista Circense e do Circo. Para aproveitar a data, anualmente o vereador promove uma sess\u00e3o solene em que homenageia grandes nomes das artes circenses, selecionados pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Circo (Abracirco). \u201cO objetivo \u00e9 beneficiar um segmento que est\u00e1 um pouco esquecido. Quem \u00e9 que n\u00e3o teve a inf\u00e2ncia marcada pelo circo?\u201d, pergunta o vereador. \u201cO circo precisa continuar em atividade para dar alegria a n\u00f3s todos.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Outros artistas que fizeram hist\u00f3ria tamb\u00e9m pisaram, com seus sapatos enormes, o tapete das sess\u00f5es solenes da C\u00e2mara. Waldemar Seyssel, o Arrelia, autor do bord\u00e3o \u201cComo vai, como vai, como vai? Muito bem, muito bem, muito bem!\u201d, recebeu o T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Paulistano em 1979, mesmo ano em que outro palha\u00e7o, Brasil Jos\u00e9 Carlos Queirolo, o Torresmo, recebeu a Medalha Anchieta (destinada a paulistanos cujas a\u00e7\u00f5es foram ben\u00e9ficas \u00e0 sociedade local).<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><b><span style=\"color: #800000\">SAIBA MAIS<\/span><br \/>\n<\/b><b>Livros<br \/>\n<\/b>Circo Nerino. Roger Avanzi e Ver\u00f4nica Tamaoki. Conex, 2004.<br \/>\nHoje tem espet\u00e1culo? \u2013 As origens do circo no Brasil. Roberto Ruiz. Inacen, 1987.<br \/>\nRespeit\u00e1vel p\u00fablico&#8230; o circo em cena. Erm\u00ednia Silva e Lu\u00eds Alberto de Abreu. Funarte, 2009.<br \/>\n<b>Passeio<br \/>\n<\/b>Centro de Mem\u00f3ria do Circo. Av. S\u00e3o Jo\u00e3o, 473 (Galeria Olido). Tel. 3397-0177.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-33837\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_2.jpg\" alt=\"apartes_N15_2\" width=\"450\" height=\"840\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_2.jpg 505w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_2-161x300.jpg 161w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-large wp-image-33836 aligncenter\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_1-1024x476.jpg\" alt=\"apartes_N15_1\" width=\"640\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_1-1024x476.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_1-300x140.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2015\/08\/apartes_N15_1.jpg 1400w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><br \/>\n<!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Comente sobre essa mat\u00e9ria:<\/h5>\n<p><a style=\"color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #3b5998 !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Facebook da revista Apartes\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\">Facebook<\/a> <a style=\"color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #1daced !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Twitter da revista Apartes\" href=\"https:\/\/twitter.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Envie cr\u00edticas ou sugest\u00f5es:<\/h5>\n<p>Email: <strong><a href=\"mailto:apartes@saopaulo.sp.leg.br\">apartes@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os maiores espet\u00e1culos da Terra Dentro e fora das lonas, o circo se reinventa e ganha leis que estimulam e homenageiam seus artistas Fausto Salvadori Filho | fausto@saopaulo.sp.leg.br Gisele Machado | gisele@saopaulo.sp.leg.br NA ESTRADA &#8211; Apresentadora Jaqueline ensaia em dia de estreia do circo itinerante Moscou Gute Garbelotto\/CMSP Era uma casa muito engra\u00e7ada. N\u00e3o tinha [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"parent":33835,"menu_order":5,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-33907","page","type-page","status-publish","hentry"],"meta_all":{"_edit_lock":["1480612625:109"],"_edit_last":["109"],"_wp_page_template":["default"],"_yoast_wpseo_title":["Os maiores espet\u00e1culos da Terra - Revista Apartes"],"_yoast_wpseo_bctitle":["Os maiores espet\u00e1culos da Terra"],"_cmsp_page_download-files":["a:1:{i:0;a:1:{s:4:\"type\";s:3:\"pdf\";}}"],"_yoast_wpseo_opengraph-title":["Os maiores espet\u00e1culos da Terra"],"_yoast_wpseo_opengraph-description":["Dentro e fora das lonas, o circo se reinventa e ganha leis que estimulam e homenageiam seus artistas"],"_yoast_wpseo_twitter-title":["Os maiores espet\u00e1culos da Terra"],"_yoast_wpseo_twitter-description":["Dentro e fora das lonas, o circo se reinventa e ganha leis que estimulam e homenageiam seus artistas"],"_yoast_wpseo_content_score":["30"]},"meta_all_2":{"_edit_lock":["1480612625:109"],"_edit_last":["109"],"_wp_page_template":["default"],"_yoast_wpseo_title":["Os maiores espet\u00e1culos da Terra - 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