{"id":35906,"date":"2016-05-18T15:13:02","date_gmt":"2016-05-18T18:13:02","guid":{"rendered":"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/?page_id=35906"},"modified":"2016-06-29T19:19:26","modified_gmt":"2016-06-29T22:19:26","slug":"para-ler-o-mundo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-19\/para-ler-o-mundo\/","title":{"rendered":"N\u00ba19 &#8211; Cultura"},"content":{"rendered":"<h1><strong><span style=\"color: #993300\">Para ler o mundo<\/span><\/strong><\/h1>\n<h2>Plano de Leitura se junta a iniciativas que buscam levar o universo da leitura, do livro e da biblioteca a um n\u00famero maior de paulistanos<\/h2>\n<p><strong>Fausto Salvadori<\/strong> | fausto@saopaulo.sp.leg.br<\/p>\n<figure id=\"attachment_35842\" aria-describedby=\"caption-attachment-35842\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_22.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-35842\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_22-1024x945.jpg\" alt=\"PIONEIRO - Cesar Mendes criou a FiloCzar, uma das poucas livrarias da periferia de S\u00e3o Paulo Foto: Marcelo Ximenez\/CMSP\" width=\"640\" height=\"591\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_22-1024x945.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_22-300x277.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_22-768x709.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_22.jpg 1533w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35842\" class=\"wp-caption-text\">PIONEIRO &#8211; Cesar Mendes criou a FiloCzar, uma das poucas livrarias da periferia de S\u00e3o Paulo |\u00a0Foto: Marcelo Ximenez\/CMSP<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para uma personagem como Thayaneddy Alves, 23 anos, negra, mulher e moradora da periferia, tornar-se escritora parecia um enredo improv\u00e1vel no cen\u00e1rio do Brasil, onde 94% dos autores s\u00e3o homens e 73% s\u00e3o brancos (conforme pesquisa da professora Regina Dalcastagn\u00e8, da Universidade de Bras\u00edlia, divulgada em 2012). Mas Thayaneddy deu um jeito de escrever a pr\u00f3pria trama. N\u00e3o s\u00f3 se inventou poeta e organizou um evento liter\u00e1rio, o Sarau da Ponte para C\u00e1, em Campo Limpo, zona sul, como publicou no final do ano passado seu primeiro livro, a colet\u00e2nea de poemas <em>Em\u00a0retic\u00eancias<\/em>, por um selo que criou com os amigos e batizou de Academia Perif\u00e9rica de Letras. \u201cVenci as estat\u00edsticas\u201d, comemora na contracapa.<\/p>\n<p>Sem interesse pelos autores que conheceu na escola (\u201cDrummond n\u00e3o me representa\u201d, diz), Thayaneddy bebe nas palavras das poetas das quebradas: nomes como D\u00e9bora Garcia, Jenyffer Nascimento ou Elizandra Souza. \u201cSe uma delas escreve sobre o sangue que jorrou de uma situa\u00e7\u00e3o, desde um parto, a menstrua\u00e7\u00e3o ou uma agress\u00e3o, d\u00e1 para sentir o cheiro no livro\u201d, comenta Thayaneddy numa noite de fevereiro, enquanto autografa um exemplar do seu livro em uma funilaria do Socorro, na periferia sul de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_35844\" aria-describedby=\"caption-attachment-35844\" style=\"width: 226px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_24.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-35844\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_24-226x300.jpg\" alt=\"AUTOR - Donato criou o projeto de lei que deu origem ao Plano Municipal Foto: Gute Garbelotto\/CMSP\" width=\"226\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_24-226x300.jpg 226w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_24.jpg 559w\" sizes=\"auto, (max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35844\" class=\"wp-caption-text\">AUTOR &#8211; Donato criou o projeto de lei que deu origem ao Plano Municipal |\u00a0Foto: Gute Garbelotto\/CMSP<\/figcaption><\/figure>\n<p>Funilaria? Isso mesmo. Uma funilaria que tamb\u00e9m \u00e9 biblioteca comunit\u00e1ria, com 600 livros colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de quem quiser no bairro, e que uma vez por m\u00eas tamb\u00e9m vira palco para o Clamarte, um sarau de m\u00fasica e poesia. O dono da oficina, Gilmar Ribeiro Santos, 41 anos, o Casulo, desembestou a escrever aos 15 anos, ap\u00f3s descobrir Machado de Assis na escola. Mas s\u00f3 se convenceu de que poderia virar um escritor quando conheceu o Sarau da Cooperifa, organizado pelo poeta S\u00e9rgio Vaz, um dos primeiros representantes do movimento de saraus que tomou conta da periferia paulistana a partir da virada do mil\u00eanio.<\/p>\n<p>Casulo escolheu fazer uma poesia com \u201cum cunho social e pol\u00edtico muito forte\u201d, porque acha \u201cmuito ego\u00edsmo um autor falar s\u00f3 do pr\u00f3prio umbigo\u201d. \u201cO escritor tem que descer do pedestal\u201d, diz. Seu primeiro livro, <em>Dos olhos pra fora mora a liberdade<\/em>, saiu publicado pela FiloCzar, uma editora-biblioteca-livraria que funciona na casa do seu propriet\u00e1rio, C\u00e9sar Mendes da Costa, 36 anos, no Parque Santo Ant\u00f4nio, tamb\u00e9m na zona sul.<\/p>\n<p>A FiloCzar \u00e9 uma raridade: uma livraria localizada na periferia paulistana. Em meio \u00e0 paisagem dominada por bares e igrejas evang\u00e9licas, as estantes apinhadas com 3 mil livros chamam a aten\u00e7\u00e3o de quem passa pela rua. \u201cTem gente que entra aqui e conta que nunca tinha visto uma livraria na vida\u201d, diz C\u00e9sar. No bairro, os livros ainda s\u00e3o objetos raros, e a leitura uma atividade ex\u00f3tica. \u201cA biblioteca p\u00fablica mais pr\u00f3xima fica a 40 minutos de \u00f4nibus\u201d, conta. Sem livros \u00e0 m\u00e3o, ele encontrou as primeiras leituras nos jornais amassados que a fam\u00edlia usava para embrulhar compras. N\u00e3o parou mais \u2013 apesar dos conselhos das pessoas \u00e0 sua volta, que diziam: \u201cn\u00e3o leia tanto, sen\u00e3o vai ficar doido\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO livro n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia de massa. Ainda somos basicamente uma sociedade oral\u201d, avalia C\u00e9sar. H\u00e1 quatro anos, ele abandonou o emprego de professor de filosofia na rede p\u00fablica e decidiu fazer sua parte para mudar o que puder dessa realidade, criando a FiloCzar. A livraria, explica, serve para financiar uma escola livre, que inclui cursos, semin\u00e1rios, caf\u00e9s filos\u00f3ficos, cineclube, uma biblioteca comunit\u00e1ria e a editora, que j\u00e1 publicou 13 livros. A \u00fanica funcion\u00e1ria do empreendimento \u00e9 sua irm\u00e3. Contratada com carteira assinada, ele ressalta. \u201cUma coisa que [o fil\u00f3sofo alem\u00e3o] Karl Marx ensina \u00e9 que n\u00e3o devemos explorar\u201d, afirma, destacando um dos aprendizados que ganhou com a leitura.<\/p>\n<p><strong>DIREITO ESSENCIAL<\/strong><\/p>\n<p>Tanto Casulo (o poeta-funileiro-artista-pl\u00e1stico do Socorro) como C\u00e9sar (o livreiro-fil\u00f3sofo-editor do Parque Santo Ant\u00f4nio) participaram dos debates realizados pela C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP), no ano passado, que desembocaram na cria\u00e7\u00e3o do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca (PMLLLB) do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, nascido de um projeto de lei do vereador Antonio Donato (PT), presidente da CMSP. Para C\u00e9sar, \u00e9 um plano que deveria ter sido criado h\u00e1 muito tempo. \u201cO m\u00e9rito dessa lei \u00e9 colocar em xeque um modelo de sociedade em que o livro n\u00e3o \u00e9 contemplado\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros d\u00e3o raz\u00e3o a ele. Pesquisa da Escola do Parlamento da CMSP realizada neste ano aponta que 52,4% dos paulistanos nunca leram ou pouco leem livros. E tem mais. O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), elaborado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG A\u00e7\u00e3o Educativa, mostra que 27% das pessoas entre 15 e 64 anos s\u00e3o analfabetas funcionais, incapazes de interpretar textos simples ou entender um gr\u00e1fico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_35843\" aria-describedby=\"caption-attachment-35843\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_23.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-35843\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_23-1024x646.jpg\" alt=\"INICIATIVA - Casulo comanda um sarau liter\u00e1rio em sua funilaria, na zona sul de SP Foto: Fausto Salvadori\/CMSP\" width=\"640\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_23-1024x646.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_23-300x189.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_23-768x485.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_23.jpg 1147w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35843\" class=\"wp-caption-text\">INICIATIVA &#8211; Casulo comanda um sarau liter\u00e1rio em sua funilaria, na zona sul de SP |\u00a0Foto: Fausto Salvadori\/CMSP<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E o ambiente escolar ainda est\u00e1 longe de conseguir transformar seus alunos em leitores. Prova disso s\u00e3o os 53 mil estudantes que, em 2015, tiraram nota zero na prova de reda\u00e7\u00e3o do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem). S\u00e3o milhares de jovens que passaram boa parte da vida entre os muros da escola e mesmo assim n\u00e3o aprenderam algo t\u00e3o b\u00e1sico como pegar uma caneta e discorrer sobre um tema numa folha de papel. Simplesmente porque a leitura n\u00e3o faz parte do seu mundo.<\/p>\n<p>Foi com o objetivo de promover esse h\u00e1bito e combater os altos \u00edndices de analfabetismo funcional que o governo federal criou, em 2006, o Plano Nacional do Livro e Leitura. \u201cO direito \u00e0 leitura \u00e9 imprescind\u00edvel, pois \u00e9 a chave para o acesso a todos os outros direitos\u201d, afirma Jos\u00e9 Castilho Marques Neto, secret\u00e1rio-executivo do Plano Nacional. Os estudantes reprovados na reda\u00e7\u00e3o do Enem s\u00e3o um bom exemplo, segundo ele. \u201cS\u00e3o jovens que n\u00e3o conseguiram acesso ao ensino superior por defici\u00eancia na leitura\u201d, explica.<\/p>\n<p>O Plano Nacional est\u00e1 equilibrado em quatro eixos. O primeiro \u00e9 a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso, baseada principalmente na valoriza\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o das bibliotecas p\u00fablicas. A seguir vem o fomento \u00e0 leitura e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de mediadores (pessoas que apresentam a leitura a quem n\u00e3o l\u00ea), desde bibliotec\u00e1rios e professores at\u00e9 pais ou vizinhos (os saraus tamb\u00e9m s\u00e3o um bom exemplo de media\u00e7\u00e3o de leitura). O terceiro eixo leva o nome de \u201cvaloriza\u00e7\u00e3o institucional da leitura e incremento de seu valor simb\u00f3lico\u201d e significa transformar o incentivo \u00e0 leitura em pol\u00edtica de Estado e criar a\u00e7\u00f5es para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do ato de ler. O quarto eixo \u00e9 o desenvolvimento da economia do livro, por meio de ferramentas que incentivem a produ\u00e7\u00e3o, a distribui\u00e7\u00e3o e a circula\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_35846\" aria-describedby=\"caption-attachment-35846\" style=\"width: 948px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_26.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-35846 size-full\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_26.jpg\" alt=\"ESTREIA - Thayaneddy Alves no lan\u00e7amento do seu primeiro livro, Entre retic\u00eancias Foto: Peter Schraner\" width=\"948\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_26.jpg 948w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_26-300x237.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_26-768x608.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 948px) 100vw, 948px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35846\" class=\"wp-caption-text\">ESTREIA &#8211; Thayaneddy Alves no lan\u00e7amento do seu primeiro livro, <em>Em retic\u00eancias |\u00a0<\/em>Foto: Peter Schraner<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, dez anos ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o, o Plano Nacional conseguiu provocar mudan\u00e7as importantes, segundo o secret\u00e1rio-executivo. \u201cEm 2005, o Brasil tinha mais de 1.700 cidades sem biblioteca. No final de 2010, j\u00e1 eram mais ou menos 30\u201d, compara. O n\u00famero de munic\u00edpios sem biblioteca s\u00f3 n\u00e3o vai a zero, segundo ele, porque \u00e9 um dos primeiros servi\u00e7os que as pequenas prefeituras costumam cortar assim que ficam sem dinheiro.<\/p>\n<p>Por isso, Marques Neto acredita que o Plano Nacional do Livro e Leitura s\u00f3 vai se realizar para valer quando todas as cidades do Brasil tiverem o seu pr\u00f3prio. \u201cCom a aprova\u00e7\u00e3o dos planos municipais, os programas de leitura deixam de depender da vontade dos prefeitos e se tornam uma pol\u00edtica de Estado\u201d, diz. Nesse sentido, ele afirma que o PMLLLB paulistano seguiu o caminho correto: \u201co de S\u00e3o Paulo \u00e9 um texto feito rigorosamente a muitas m\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p><strong>A V\u00c1RIAS M\u00c3OS<\/strong><\/p>\n<p>De fato, as primeiras articula\u00e7\u00f5es que levaram \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do plano paulistano vieram de baixo para cima. Come\u00e7aram em 2012, a partir de encontros que reuniam pessoas interessadas em pensar pol\u00edticas p\u00fablicas para a leitura e o livro na cidade. Entre eles, estavam a ONG Literasampa, o centro de pesquisa Biblioteca e Centro de Pesquisa Am\u00e9rica do Sul \u2013 Pa\u00edses \u00c1rabes (BibliASPA), os integrantes do Sistema S (Senai, Sesc e Sesi) e o F\u00f3rum Mudar S\u00e3o Paulo, que naquele ano lan\u00e7ou um manifesto chamado <em>Por uma pol\u00edtica do livro e do incentivo \u00e0 leitura para o Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo<\/em>.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o debate iniciado na sociedade avan\u00e7ou por Executivo e Legislativo adentro. Em 2014, o prefeito Fernando Haddad (PT) publicou uma portaria intersecretarial criando um Grupo de Trabalho (GT) encarregado de criar a vers\u00e3o paulistana do Plano Nacional do Livro e Leitura. Ao grupo, al\u00e9m das entidades da sociedade civil que j\u00e1 vinham conversando sobre as propostas, juntaram-se representantes da Prefeitura e da C\u00e2mara Municipal. O plano paulistano manteve os quatro eixos do nacional e acrescentou um, a literatura.<\/p>\n<figure id=\"attachment_35845\" aria-describedby=\"caption-attachment-35845\" style=\"width: 948px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_25.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-35845 size-full\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_25.jpg\" alt=\"MUDAN\u00c7A - Para o educador Ruivo Lopes, leitura \u00e9 ferramenta pra transformar realidades Foto: Ricardo Rocha\/CMSP\" width=\"948\" height=\"752\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_25.jpg 948w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_25-300x238.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_25-768x609.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 948px) 100vw, 948px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35845\" class=\"wp-caption-text\">MUDAN\u00c7A &#8211; Para o educador Ruivo Lopes, leitura \u00e9 ferramenta pra transformar realidades |\u00a0Foto: Ricardo Rocha\/CMSP<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Grupo de Trabalho realizou dezenas de encontros p\u00fablicos, al\u00e9m de plen\u00e1rias tem\u00e1ticas e regionais. \u201cExiste em S\u00e3o Paulo uma cena muito forte da sociedade civil na \u00e1rea de livro e leitura e isso foi determinante para a constru\u00e7\u00e3o do Plano Municipal do Livro\u201d, avalia o bibliotec\u00e1rio Ricardo Queiroz Pinheiro, assessor parlamentar do vereador Donato, que atuou no GT como representante do Legislativo.<\/p>\n<p>Donato levou o texto redigido pelo grupo diretamente ao Plen\u00e1rio da CMSP, na forma de um substitutivo para o projeto de lei (PL) 168\/2010, que j\u00e1 havia sido aprovado em primeira vota\u00e7\u00e3o no ano de 2010, antes de Donato deixar a verean\u00e7a para atuar como secret\u00e1rio de governo da Prefeitura, cargo em que permaneceu at\u00e9 2013. \u201cCom isso, conseguimos dar agilidade \u00e0 tramita\u00e7\u00e3o do Plano, que s\u00f3 precisou de mais uma vota\u00e7\u00e3o para ser aprovado\u201d, explica Pinheiro. Ap\u00f3s passar em Plen\u00e1rio sem modifica\u00e7\u00f5es, o Plano Municipal foi sancionado pelo Executivo em 18 de dezembro, tornando-se a Lei 16.333\/2015.<\/p>\n<p>A diversidade dos participantes das discuss\u00f5es, que inclu\u00eda a presen\u00e7a de coletivos de leitura, pequenas editoras e movimentos perif\u00e9ricos, chamou a aten\u00e7\u00e3o. \u201cOs debates no processo de elabora\u00e7\u00e3o do Plano Municipal mostraram que o livro no Brasil deixou de ser um objeto restrito \u00e0 elite\u201d, afirma o editor Haroldo Ceravolo, que na \u00e9poca presidia a Liga Brasileira de Editores (Libre) e foi um dos membros do GT que redigiu o Plano.<\/p>\n<p>As novas vozes da literatura brasileira, contudo, ainda precisam brigar para conquistar seu espa\u00e7o. \u201cA produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria das pequenas editoras, dos saraus de periferia, das mulheres e dos negros n\u00e3o tem espa\u00e7o nos jornais, n\u00e3o chega \u00e0s livrarias e ainda \u00e9 pouco representada nas bibliotecas p\u00fablicas\u201d, aponta Haroldo. Numa (nova) palavra, o que falta \u00e9 bibliodiversidade \u2013 que Haroldo define como \u201co conceito de que devemos ter o m\u00e1ximo poss\u00edvel de editoras representando o maior n\u00famero poss\u00edvel de vozes da nossa sociedade\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_35847\" aria-describedby=\"caption-attachment-35847\" style=\"width: 226px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_27.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-35847\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_27-226x300.jpg\" alt=\"EVENTO - Eliseu Gabriel criou a Semana de Incentivo \u00e0 Leitura Foto: Ricardo Rocha\/CMSP\" width=\"226\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_27-226x300.jpg 226w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_27.jpg 558w\" sizes=\"auto, (max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35847\" class=\"wp-caption-text\">EVENTO &#8211; Eliseu Gabriel criou a Semana de Incentivo \u00e0 Leitura |\u00a0Foto: Ricardo Rocha\/CMSP<\/figcaption><\/figure>\n<p>O termo aparece no texto aprovado do Plano Municipal, que prop\u00f5e \u201co est\u00edmulo \u00e0 bibliodiversidade em todas as suas formas\u201d, inclusive na compra de obras para as bibliotecas p\u00fablicas e escolares. Por essas e outras medidas da lei, Haroldo acredita que o impacto pode ser revolucion\u00e1rio. \u201cSe o roteiro previsto no Plano Municipal for implementado, pode mudar o panorama do livro na cidade de S\u00e3o Paulo\u201d, afirma o editor.<\/p>\n<p><strong>LETRA, GALHO E PASSARINHO<\/strong><\/p>\n<p>Numa confer\u00eancia em que contou sobre suas primeiras leituras, Paulo Freire, um dos maiores educadores do Brasil, demorou a falar de letras e palavras. Em vez disso, falou de passarinho, \u00e1rvore, cachorro. Relembrou o quintal da casa onde engatinhou pela primeira vez, os galhos d\u00f3ceis \u00e0 sua altura onde conseguia subir, o canto do sanha\u00e7u e do bem-te-vi, o verde da manga-espada verde, o verde da manga-espada inchada, o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo. Tudo era leitura. \u00c9 que, antes de conhecer as letras, o menino j\u00e1 lia a realidade ao seu redor. \u201cA leitura do mundo precede a leitura da palavra, da\u00ed que a posterior leitura desta n\u00e3o possa prescindir da continuidade da leitura daquele\u201d, afirma Freire, no livro <em>A import\u00e2ncia do ato de ler<\/em>, que transcreve uma confer\u00eancia de 1981. Segundo o educador, a leitura da palavra escrita s\u00f3 ganha sentido quando vem carregada das significa\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia de vida de quem a l\u00ea.<\/p>\n<p>Da\u00ed que um dos obst\u00e1culos para a expans\u00e3o da leitura \u00e9 a dist\u00e2ncia que muitos brasileiros sentem em rela\u00e7\u00e3o aos livros, vistos como objetos ex\u00f3ticos, que n\u00e3o fazem parte das suas vidas. Na CMSP, h\u00e1 dois PLs que buscam aproximar os livros do dia a dia da popula\u00e7\u00e3o aproveitando a estrutura do transporte p\u00fablico. Um deles \u00e9 o 266\/2014, de David Soares (Democratas), que prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de bibliotecas nos pontos de \u00f4nibus, num espa\u00e7o batizado de Parada Cultural. J\u00e1 o 547\/2014, de Alfredinho (PT), cria o Programa Leitura nos \u00d4nibus e prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o das bibliotecas dentro dos pr\u00f3prios ve\u00edculos.<\/p>\n<p>Uma pr\u00e1tica semelhante ao dos projetos j\u00e1 \u00e9 feita pelo coletivo Perifatividade, que instala pequenas bibliotecas em locais como bares, sal\u00f5es de cabeleireiros ou ocupa\u00e7\u00f5es de sem-teto. \u201cO objetivo \u00e9 fazer com que os livros se tornem mais familiares, corriqueiros. Aumenta a chance de que sejam lidos\u201d, explica Ruivo Lopes, membro do coletivo e educador da ONG A\u00e7\u00e3o Educativa.<\/p>\n<p>Ruivo, que atuou nos debates do Plano Municipal do Livro como representante dos saraus de periferia, define-se como um \u201cleitor tardio\u201d, por s\u00f3 ter descoberto os livros durante a adolesc\u00eancia. Em casa, na periferia da Baixada Santista, s\u00f3 havia uma B\u00edblia e um livro de receitas. Sua escola possu\u00eda biblioteca, mas n\u00e3o era um ambiente acolhedor. \u201cUma vez tentei entrar ali com um grupo de amigos, mas a bibliotec\u00e1ria n\u00e3o deixou, porque disse que a gente iria \u2018mexer no acervo\u2019\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Superar a cultura das bibliotecas de portas fechadas, que se preocupam mais com os livros nas estantes do que com as pessoas que poderiam us\u00e1-los, \u00e9 outro dos desafios para chegar a um pa\u00eds de leitores. \u201cLembra das salas trancadas com livros sem uso que os estudantes da rede estadual descobriram quando ocuparam as escolas, no final do ano passado? Isso ainda \u00e9 muito comum em algumas bibliotecas. \u00c9 o pensamento patrimonialista, de que a fun\u00e7\u00e3o mais importante de uma biblioteca \u00e9 preservar os livros\u201d, afirma Ricardo Queiroz, assessor do vereador Donato.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_43.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-35863\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_43-948x1024.jpg\" alt=\"apartes_n19_43\" width=\"640\" height=\"691\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_43-948x1024.jpg 948w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_43-278x300.jpg 278w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_43-768x829.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_43.jpg 1112w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os profissionais da \u00e1rea nunca foram muito de se misturar. \u201cO bibliotec\u00e1rio sempre teve resist\u00eancia a participar de f\u00f3runs de debates\u201d, reconhece Waltemir Nalles, coordenador do Sistema Municipal de Bibliotecas de S\u00e3o Paulo, formado por 54 bibliotecas, 14 pontos de leitura, 13 bosques de leitura e 12 \u00f4nibus-biblioteca, al\u00e9m das 46 unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEUs). Prova disso \u00e9 o fato de o movimento dos saraus de literatura perif\u00e9rica ter surgido em locais como bares, pra\u00e7as ou at\u00e9 funilarias. \u201cNossas portas n\u00e3o estavam abertas para essas pessoas\u201d, reconhece Nalles. Mas ele tamb\u00e9m afirma que as coisas est\u00e3o mudando. Hoje, muitos saraus j\u00e1 realizam edi\u00e7\u00f5es dentro de bibliotecas.<\/p>\n<p>Para prosseguir no processo de aproxima\u00e7\u00e3o entre esses locais e a comunidade, o Plano Municipal da Leitura prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de \u201chor\u00e1rios alternativos de funcionamento\u201d \u2013 o \u00fanico jeito de garantir o acesso \u00e0 maioria dos trabalhadores, que n\u00e3o tem como frequent\u00e1-los em hor\u00e1rio comercial.<\/p>\n<p>Outra medida do Plano paulistano para as bibliotecas busca ampliar a variedade dos t\u00edtulos presentes nas estantes, que hoje ignoram os autores independentes e as pequenas editoras. Segundo Nalles, a sele\u00e7\u00e3o de livros \u00e9 quase toda baseada nas resenhas dos jornais e das revistas de grande circula\u00e7\u00e3o, que geralmente s\u00f3 t\u00eam olhos para as grandes editoras. Para ampliar o leque das escolhas, foi criada uma comiss\u00e3o, formada por representantes da sociedade civil e das secretarias da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura, que vai definir uma pol\u00edtica para o desenvolvimento das cole\u00e7\u00f5es de livros das bibliotecas p\u00fablicas da cidade. A novidade \u00e9 uma das consequ\u00eancias do Plano Municipal do Livro.<\/p>\n<p>Para mostrar como a aproxima\u00e7\u00e3o com as comunidades pode fazer bem para as pr\u00f3prias bibliotecas, Nalles conta o caso da Menotti del Picchia, no Lim\u00e3o, zona norte, que volta e meia era v\u00edtima de invasores que praticavam furtos e quebra-quebra no local. \u201cDepois que a institui\u00e7\u00e3o se abriu para receber os saraus e outros eventos, acabou a depreda\u00e7\u00e3o. Hoje podem deixar a porta aberta que n\u00e3o tem problema. A aproxima\u00e7\u00e3o com a comunidade muda tudo\u201d, aponta o coordenador.<\/p>\n<p>E mudan\u00e7as t\u00eam tudo a ver com a leitura. Lembra Ruivo Lopes: \u201cA viv\u00eancia do mundo nos ensina a ler a realidade apenas como ela \u00e9. A capacidade de imaginar outras realidades depende da cultura e das artes\u201d. Ou, como escreveu o ingl\u00eas Neil Gaiman (um dos escritores que despertou no autor desta reportagem a paix\u00e3o pela escrita que o levou a se tornar jornalista), \u201ca fic\u00e7\u00e3o pode levar voc\u00ea a um lugar onde nunca esteve e, uma vez que tenha visitado outros mundos, nunca mais ficar\u00e1 inteiramente satisfeito com o mundo onde cresceu\u201d. Essa insatisfa\u00e7\u00e3o, ensina Gaiman, \u00e9 boa: \u201cPessoas insatisfeitas podem modificar e aprimorar os seus mundos\u201d.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"691\">\n<h2><span style=\"color: #993300\"><strong>Semana incentiva leitura nas escolas<\/strong><\/span><\/h2>\n<figure id=\"attachment_35848\" aria-describedby=\"caption-attachment-35848\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_28.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-35848\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_28-300x232.jpg\" alt=\"APRENDIZADO - Alunos participam da Semana de Incentivo \u00e0 Leitura Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"300\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_28-300x232.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_28-768x595.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_28-1024x794.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/05\/apartes_n19_28.jpg 1071w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35848\" class=\"wp-caption-text\">APRENDIZADO &#8211; Alunos participam da Semana de Incentivo \u00e0 Leitura |\u00a0Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cO estudo e, especialmente, a leitura s\u00e3o necessidades permanentes. S\u00e3o \u2018causas\u2019 de todos: governo e povo\u201d, afirma o professor e vereador Eliseu Gabriel (PSB) na justificativa do projeto que deu origem \u00e0 lei 14.999\/ 2009, que criou a Semana de Incentivo e Orienta\u00e7\u00e3o ao Estudo e \u00e0 Leitura.<\/p>\n<p>Organizado pelas secretarias municipais da Cultura, da Educa\u00e7\u00e3o e da Assist\u00eancia Social, em parceria com a C\u00e2mara Municipal, o evento ocorre na segunda semana de abril e est\u00e1 em sua quinta edi\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 apresentar palestras, simp\u00f3sios, shows, concursos, gincanas e outras viv\u00eancias que estimulem a leitura. No ano passado, reuniu cerca de mil pessoas.<\/p>\n<p>Escritores de destaque j\u00e1 passaram pela Semana de Incentivo e Orienta\u00e7\u00e3o ao Estudo e \u00e0 Leitura, entre eles Heloisa Prieto, Rodrigo Lacerda, Victor Scatolin, L\u00facia Hiratsuka e o multipremiado Milton Hatoum.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"546\">\n<h2><strong>Projetos e leis que tratam da leitura<\/strong><\/h2>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"546\">\n<h3><span style=\"color: #993300\"><strong>LEIS<\/strong><\/span><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"546\">\n<ul>\n<li><strong>16.333\/2015 | <\/strong><em>Antonio Donato (PT)<br \/>\n<\/em>Institui o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca (PMLLLB)<\/li>\n<li><strong>14.999\/2009 | <\/strong><em>Eliseu Gabriel (PSB)<br \/>\n<\/em>Institui a Semana de Incentivo e Orienta\u00e7\u00e3o ao Estudo e \u00e0 Leitura<\/li>\n<li><strong>14.477\/2007 | <\/strong><em>Noemi Nonato (PR)<br \/>\n<\/em>Cria a Semana da Leitura<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"546\">\n<h3><span style=\"color: #993300\"><strong>PROJETOS DE LEI (*)<\/strong><\/span><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"546\">\n<ul>\n<li><strong>547\/2014 | <\/strong><em>Alfredinho (PT)<br \/>\n<\/em>Cria o programa Leitura nos \u00d4nibus, com espa\u00e7o para livros dentro dos ve\u00edculos<\/li>\n<li><strong>266\/2014 | <\/strong><em>David Soares (Democratas)<br \/>\n<\/em>Cria a Parada Cultural, com bibliotecas nos pontos de \u00f4nibus<\/li>\n<li><strong>179\/2014 | <\/strong><em>Claudinho de Souza (PSDB), Edir Sales (PSD), Eliseu Gabriel (PSB), Jean Madeira (PRB),\u00a0Ota (PSB), Reis (PT), Toninho Vespoli (PSOL)<br \/>\n<\/em>Amplia as atribui\u00e7\u00f5es da Biblioteca M\u00e1rio de Andrade<\/li>\n<li><strong>517\/2013 | <\/strong><em>Paulo Fiorilo (PT)<br \/>\n<\/em>Institui o Programa Vale-Leitura aos profissionais de educa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: right\" width=\"546\"><em>(*) Da atual Legislatura<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><span style=\"color: #993300\"><strong>SAIBA MAIS<\/strong><\/span><\/h2>\n<h3><strong>Livros<\/strong><\/h3>\n<p><strong>A import\u00e2ncia do ato de ler<\/strong>. Paulo Freire. Cortez, 1989.<br \/>\n<strong>O direito \u00e0 literatura<\/strong>. Artigo do livro <em>V\u00e1rios Escritos<\/em>. Antonio Candido. Ouro Sobre Azul, 2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para ler o mundo Plano de Leitura se junta a iniciativas que buscam levar o universo da leitura, do livro e da biblioteca a um n\u00famero maior de paulistanos Fausto Salvadori | fausto@saopaulo.sp.leg.br &nbsp; Para uma personagem como Thayaneddy Alves, 23 anos, negra, mulher e moradora da periferia, tornar-se escritora parecia um enredo improv\u00e1vel no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"parent":35866,"menu_order":6,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-35906","page","type-page","status-publish","hentry"],"meta_all":{"_edit_lock":["1480618320:109"],"_edit_last":["109"],"_wp_page_template":["default"],"_cmsp_page_download-files":["a:1:{i:0;a:1:{s:4:\"type\";s:3:\"pdf\";}}"],"_yoast_wpseo_bctitle":["Para ler o mundo"],"_yoast_wpseo_opengraph-title":["Para ler o mundo"],"_yoast_wpseo_opengraph-description":["Plano de Leitura se junta a iniciativas que buscam levar o universo da leitura, do livro e da biblioteca a um n\u00famero maior de paulistanos"],"_yoast_wpseo_twitter-title":["Para ler o mundo"],"_yoast_wpseo_twitter-description":["Plano de Leitura se junta a iniciativas que buscam levar o universo da leitura, do livro e da biblioteca a um n\u00famero maior de paulistanos"],"_yoast_wpseo_content_score":["30"]},"meta_all_2":{"_edit_lock":["1480618320:109"],"_edit_last":["109"],"_wp_page_template":["default"],"_cmsp_page_download-files":["a:1:{i:0;a:1:{s:4:\"type\";s:3:\"pdf\";}}"],"_yoast_wpseo_bctitle":["Para ler o mundo"],"_yoast_wpseo_opengraph-title":["Para ler o mundo"],"_yoast_wpseo_opengraph-description":["Plano de Leitura se junta a iniciativas que buscam levar o universo da leitura, do livro e da biblioteca a um n\u00famero maior de paulistanos"],"_yoast_wpseo_twitter-title":["Para ler o mundo"],"_yoast_wpseo_twitter-description":["Plano de Leitura se junta a iniciativas que buscam levar o universo da leitura, do livro e da biblioteca a um n\u00famero maior de paulistanos"],"_yoast_wpseo_content_score":["30"]},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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