{"id":38144,"date":"2016-11-24T13:59:18","date_gmt":"2016-11-24T15:59:18","guid":{"rendered":"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/?page_id=38144"},"modified":"2019-06-26T17:11:00","modified_gmt":"2019-06-26T20:11:00","slug":"no04-nomes-de-guerra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-4-dezembro2013\/no04-nomes-de-guerra\/","title":{"rendered":"N\u00ba04 &#8211; Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<h1><strong><span style=\"color: #800000\">Nomes de guerra<\/span><\/strong><\/h1>\n<h2><span style=\"color: #000000\">Em 1897, o conflito de Canudos, no sert\u00e3o baiano, fez a C\u00e2mara mudar os nomes de seis ruas do centro de S\u00e3o Paulo<\/span><\/h2>\n<p><strong>Fausto Salvadori Filho<\/strong> | <a href=\"mailto:fausto@saopaulo.sp.leg.br\">fausto@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><a style=\"color: #0000ff\" href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/nomes-de-guerra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leia a nova vers\u00e3o<\/a><\/span><\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_32.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-37921 size-full\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_32.jpg\" width=\"2207\" height=\"1369\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_32.jpg 2207w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_32-300x186.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_32-768x476.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_32-1024x635.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2207px) 100vw, 2207px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">MUDAN\u00c7A &#8211; Entre 1897 e 1899, a Rua Direita chamou-se Floriano Peixoto<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Guilherme Gaensly\/Arquivo P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p>N\u00e3o se falava em outra coisa. Em 1897, a guerra do Ex\u00e9rcito brasileiro contra um arraial pobre do sert\u00e3o baiano era tema de tudo quanto fosse roda de conversa. \u201c\u00c9 um zunzum que ensurdece, \/ Um vaiv\u00e9m que nos p\u00f5e mudos, \/ Desde que o dia amanhece \/ At\u00e9 que acaba: \u2013 Canudos!\u201d, escreveu um poeta no jornal <em>A Bahia.<\/em> Pol\u00edticos e intelectuais de todas as tend\u00eancias debatiam o conflito nas tribunas e nos jornais, editoras vendiam mapas do arraial \u201cnitidamente litografados\u201d e lojas, em seus an\u00fancios, usavam o nome Canudos para vender de sapatos a vestidos de seda.<\/p>\n<p>Os habitantes do arraial, comandados pelo l\u00edder religioso Ant\u00f4nio Conselheiro, j\u00e1 haviam recha\u00e7ado duas pequenas expedi\u00e7\u00f5es enviadas para combat\u00ea-los, entre outubro de 1896 e janeiro de 1897. Mas o que fez o p\u00e2nico se espalhar por todo o Pa\u00eds foi a derrota da terceira expedi\u00e7\u00e3o, uma for\u00e7a de 1.300 homens comandada por um dos her\u00f3is do Ex\u00e9rcito republicano, coronel Moreira C\u00e9sar, o Corta-Cabe\u00e7as.<\/p>\n<p>Em 10 de mar\u00e7o, seis dias ap\u00f3s a morte de Moreira C\u00e9sar em Canudos, a guerra virou assunto na C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m de suspender sess\u00e3o e fazer voto de pesar, os vereadores decidiram alterar os nomes de seis ruas do centro para homenagear militares mortos em Canudos e her\u00f3is da Rep\u00fablica da Espada.<\/p>\n<p><em>\u201cDeante do inesperado acontecimento que acaba de enlutar a Patria Brazileira e o glorioso exercito nacional, pela morte de seus bravos soldados no combate com as hordas monarchistas nos sert\u00f5es da Bahia, indicamos que a Camara Municipal de S. Paulo suspenda a sess\u00e3o de hoje, lan\u00e7ando na acta um voto de pesar e protesto ao chefe da na\u00e7\u00e3o, por interm\u00e9dio do presidente <\/em>[equivalente a governador]<em> d\u2019este Estado, a sua franca solidariedade e apoio incondicional em todos os terrenos em prol da Republica\u201d<\/em>, afirmaram os vereadores (grafia da \u00e9poca).<\/p>\n<h3><strong>Nem t\u00e3o heroicos<\/strong><\/h3>\n<p>Antes do encerramento dos trabalhos, a C\u00e2mara aprovou a mudan\u00e7a dos nomes das Ruas Direita (rebatizada Marechal Floriano Peixoto) e S\u00e3o Bento (Coronel Moreira C\u00e9sar), duas das mais conhecidas vias de S\u00e3o Paulo. Na sess\u00e3o seguinte, no dia 17, o Plen\u00e1rio aprovou propostas dos vereadores Gomes Cardim, Alfredo Zuquim e Roberto Penteado que rebatizavam as Ruas do Quartel (que virou Cabo Roque), Jo\u00e3o Alfredo (General Carneiro), da Esperan\u00e7a (Capit\u00e3o Salom\u00e3o) e das Flores (Coronel Tamarindo), <em>\u201cem homenagem aos patriotas e heroicos soldados assassinados covardemente na cruzada de Canudos, defendendo a Republica\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 310px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_33.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-37922\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_33-267x300.jpg\" width=\"315\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_33-267x300.jpg 267w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_33-768x863.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_33.jpg 785w\" sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">CAPTURADO &#8211; Soldados do Ex\u00e9rcito levam prisioneiro para execu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Fl\u00e1vio de Barros\/Museu da Rep\u00fablica<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>Nem todos os \u201cpatriotas e heroicos soldados\u201d homenageados pela C\u00e2mara eram t\u00e3o heroicos assim. O pr\u00f3prio Moreira C\u00e9sar n\u00e3o ganhara o apelido Corta-Cabe\u00e7as por ser um defensor dos direitos humanos. Ao contr\u00e1rio, era um militar cuja \u201cbravura cavalheiresca\u201d esva\u00eda-se \u201cna barbaridade revoltante\u201d, segundo Euclides da Cunha em <em>Os Sert\u00f5es<\/em>. Quando foi capit\u00e3o, participou do linchamento de um jornalista, Apulcro de Castro. Anos depois, encarregado de reprimir duas rebeli\u00f5es contra o governo Floriano Peixoto (a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista, em Santa Catarina), ficou conhecido pelas execu\u00e7\u00f5es de inimigos indefesos.<\/p>\n<p>Em Canudos, muito do fracasso da expedi\u00e7\u00e3o foi culpa do salto alto com que o coronel entrou na batalha, desprezando os inimigos ao ponto de dizer \u201cvamos almo\u00e7ar em Canudos\u201d para seus comandados pouco antes de invadir o arraial. O coronel Tamarindo, que assumiu o comando da terceira expedi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a morte de Moreira C\u00e9sar, entrou para a hist\u00f3ria ao falar, diante da batalha perdida, outra frase memor\u00e1vel: \u201c\u00c9 tempo de murici, cada um cuide de si&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Cabo Roque era celebrado como o her\u00f3i que teria sido morto enquanto protegia o cad\u00e1ver de Moreira C\u00e9sar dos jagun\u00e7os de Canudos. O hero\u00edsmo durou at\u00e9 o cabo ser descoberto, muito vivo, e confessar que, durante o conflito, havia simplesmente largado o corpo do comandante no mato e sa\u00eddo correndo, \u201cv\u00edtima da desgra\u00e7a de n\u00e3o ter morrido, trocando a imortalidade pela vida\u201d, nas palavras de Euclides da Cunha. O personagem teria inspirado o dramaturgo Dias Gomes a criar o Cabo Jorge, protagonista da pe\u00e7a O Ber\u00e7o do Her\u00f3i, de 1963, um personagem que passa a ser considerado her\u00f3i ap\u00f3s ser falsamente dado como morto. Em 1985, Dias Gomes reaproveitaria o mesmo mote na trama da sua telenovela Roque Santeiro. Por outro lado, ningu\u00e9m at\u00e9 hoje desmentiu a hist\u00f3ria do mart\u00edrio do Capit\u00e3o Jos\u00e9 Salom\u00e3o da Rocha, que \u201ctombou, retalhado a foi\u00e7adas, junto dos canh\u00f5es que n\u00e3o abandonara\u201d, tamb\u00e9m segundo Euclides da Cunha. Tanto que seu feito \u00e9 lembrado em um verso da Can\u00e7\u00e3o da Artilharia do Ex\u00e9rcito: \u201cAbra\u00e7ado ao canh\u00e3o morre o artilheiro\u201d.<\/p>\n<p>Os outros dois homenageados pela CMSP nunca pisaram em Canudos, mas foram lembrados como s\u00edmbolos da Rep\u00fablica da Espada (1889-1894), per\u00edodo em que o rec\u00e9m-proclamado regime republicano, comandado por militares, esmagou uma s\u00e9rie de revoltas contra o governo federal. O s\u00edmbolo dessa fase foi o marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil (1891-1894). Os soldados que enfrentavam Canudos, segundo Euclides da Cunha, \u201ctinham todos, sem excetuar um \u00fanico, colgada ao peito esquerdo em medalhas de bronze, a ef\u00edgie do marechal Floriano Peixoto e, morrendo, saudavam a sua mem\u00f3ria\u201d. O outro homenageado, general Gomes Carneiro, foi encarregado por Floriano de combater a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista no Paran\u00e1, onde morreu resistindo, com 600 homens, a um cerco de mais de 3 mil revoltosos, no epis\u00f3dio conhecido como Cerco da Lapa.<\/p>\n<h3><strong>O fim de canudos<\/strong><\/h3>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_34.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-37923 size-full\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_34.jpg\" width=\"1371\" height=\"924\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_34.jpg 1371w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_34-300x202.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_34-768x518.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_34-1024x690.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1371px) 100vw, 1371px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">SOBREVIVENTES &#8211; Mulheres e crian\u00e7as aprisionadas em Canudos<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Fl\u00e1vio de Barros\/Museu da Rep\u00fablica<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p>Chama aten\u00e7\u00e3o o modo como a primeira altera\u00e7\u00e3o nos nomes das ruas, em 10 de mar\u00e7o, foi realizada. A pedido do vereador Gomes Cardim, as mudan\u00e7as foram aprovadas sem debate, <em>\u201cpois que sua discuss\u00e3o pareceria p\u00f4r em duvida os sentimentos republicanos da Camara\u201d<\/em>. N\u00e3o havia ambiente para questionamentos. O clima era de guerra.<\/p>\n<p>Como relata a pesquisadora Walnice Nogueira Galv\u00e3o em <em>No Calor da Hora<\/em>, v\u00e1rias mat\u00e9rias jornal\u00edsticas \u00a0retratavam Canudos como um grupo com ramifica\u00e7\u00f5es em Nova York e Paris que pretendia restaurar a monarquia no Brasil e pediam sua destrui\u00e7\u00e3o. Canudos era \u201cuma horda de mentecaptos e gal\u00e9s\u201d, segundo Rui Barbosa, considerado o principal intelectual brasileiro, ou uma \u201cvergonha que cumpre extinguir de pronto\u201d, de acordo com um manifesto de acad\u00eamicos baianos. \u201cEm Canudos n\u00e3o ficar\u00e1 pedra sobre pedra\u201d, prometia o presidente da Rep\u00fablica, Prudente de Morais.<\/p>\n<p>A promessa foi cumprida com o envio, em abril, de uma quarta expedi\u00e7\u00e3o contra Canudos, com mais de 5 mil homens, comandados pelo general Artur Oscar. Em outubro, j\u00e1 haviam destru\u00eddo o arraial. N\u00e3o houve rendi\u00e7\u00e3o. O conflito acabou quando os soldados mataram os \u00faltimos defensores de Canudos: um velho, dois adultos e uma crian\u00e7a. \u201cE assim, com essa mobiliza\u00e7\u00e3o geral da opini\u00e3o feita pelos jornais, acompanhando as opera\u00e7\u00f5es b\u00e9licas, a Guerra de Canudos foi, afinal, ganha e o arraial arrasado a dinamite e querosene juntamente com quem n\u00e3o quis se render. Os prisioneiros foram todos degolados, restando apenas algumas poucas centenas de mulheres e crian\u00e7as que foram dadas de presente ou vendidas. A Rep\u00fablica estava salva\u201d, resume Walnice.<\/p>\n<p>Com o fim de Canudos, alguns dos setores que haviam pedido a destrui\u00e7\u00e3o do arraial come\u00e7aram a perceber que, da mesma forma como muitos militares n\u00e3o foram os her\u00f3is que se imaginava, os canudenses tamb\u00e9m n\u00e3o eram o grupo de conspiradores interessados em derrubar a Rep\u00fablica que a m\u00eddia e os pol\u00edticos haviam retratado. O arraial era apenas uma comunidade de gente pobre, que, embora houvesse crescido a ponto de virar a segunda maior cidade da Bahia, mantinha-se \u00e0 margem de todos os poderes da \u00e9poca, fosse do Estado, da Igreja ou dos grandes fazendeiros \u2013 e que talvez por isso incomodasse tanto.<\/p>\n<h3><strong>Favelas<\/strong><\/h3>\n<p>Os vereadores de S\u00e3o Paulo voltaram a tratar de Canudos na sess\u00e3o de 27 de outubro, quando Roberto Penteado prop\u00f4s <em>\u201cum voto de congratula\u00e7\u00e3o com o general Arthur Oscar, pela victoria de Canudos, com as for\u00e7as em opera\u00e7\u00f5es e com o brioso 1\u00ba batalh\u00e3o de S. Paulo pela bravura com que revelou o seu patriotismo\u201d<\/em>. Dessa vez n\u00e3o houve a mesma unanimidade. Vereadores propuseram que a congratula\u00e7\u00e3o fosse feita \u00e0 <em>\u201cPatria Brazileira\u201d<\/em> e a <em>\u201ctodos os altos poderes da na\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>. Sem acordo, a discuss\u00e3o foi retomada na sess\u00e3o seguinte, em 3 de novembro, quando o vereador Jo\u00e3o Bueno afirmou que, <em>\u201cquando se iniciou a quest\u00e3o, teve que manifestar o seu descontentamento contra a degola\u00e7\u00e3o dos prisioneiros em Canudos, e que nessa occasi\u00e3o apresentou emenda para que a Camara se manifestasse contra esses factos\u201d<\/em>. O mesmo parlamentar, contudo, retirou a tal emenda, por entender que cabia ao governo <em>\u201csyndicar os fatos\u201d<\/em> e prop\u00f4s, em seu lugar, uma congratula\u00e7\u00e3o <em>\u201ccom o Paiz pela victoria da guerra em Canudos, trazendo a paz aos brasileiros\u201d<\/em>. Novamente, n\u00e3o houve acordo e a vota\u00e7\u00e3o acabou adiada.<\/p>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 310px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_36.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-37925 size-medium\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_36-300x215.jpg\" width=\"300\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_36-300x215.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_36-768x550.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_36-1024x733.jpg 1024w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_36.jpg 1417w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">GUERRA &#8211; Soldados reconstituem captura de canudenses para fot\u00f3grafo Fl\u00e1vio de Barros<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Fl\u00e1vio de Barros\/Museu da Rep\u00fablica<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>O desconforto com que os vereadores retomaram a quest\u00e3o de Canudos fazia parte de um processo de mudan\u00e7a na mentalidade da \u201cconsci\u00eancia letrada\u201d do Pa\u00eds, que, ap\u00f3s o massacre do arraial, \u201ctermina reconhecendo os jagun\u00e7os (como eram chamados os canudenses) como compatriotas e a guerra como fratricida\u201d, segundo Walnice. O auge desse \u201cmea-culpa\u201d \u00e9 a obra-prima <em>Os Sert\u00f5es, <\/em>publicado em 1902, em que o jornalista Euclides da Cunha relata as execu\u00e7\u00f5es de sertanejos prisioneiros, sobre as quais ele mesmo havia silenciado em sua cobertura para o jornal <em>O Estado de S.Paulo, <\/em>e afirma que a campanha de Canudos \u201cfoi, na significa\u00e7\u00e3o integral da palavra, um crime\u201d. Para as v\u00edtimas, por\u00e9m, protestos como os de Euclides ou do parlamentar Jo\u00e3o Bueno, al\u00e9m de ocorrerem tarde demais, nunca levaram a qualquer puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Das seis mudan\u00e7as de nome feitas pela C\u00e2mara em 1897, apenas duas perduraram \u2013 a General Carneiro e a Capit\u00e3o Salom\u00e3o. Situa\u00e7\u00e3o parecida ocorreu no Rio de Janeiro, que na mesma \u00e9poca rebatizou a Rua do Ouvidor como Moreira C\u00e9sar, nome que tamb\u00e9m n\u00e3o pegou. Houve, por\u00e9m, um nome originado de Canudos que atravessou o s\u00e9culo, levado por antigos soldados da Guerra que foram morar no Rio de Janeiro. Descartados pelo Ex\u00e9rcito ap\u00f3s a batalha, os antigos combatentes subiram em um morro para ali erguer casebres onde pudessem morar. Em homenagem a um morro de Canudos, batizaram o local de Favela. O nome \u201cfavela\u201d se espalhou pelo Pa\u00eds e passou a designar conjuntos de habita\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias das cidades que, ao longo das d\u00e9cadas seguintes, algumas autoridades tratam do mesmo jeito que trataram Canudos \u2013 com a mesma brutalidade e, quase sempre, com impunidade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_55.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37944\" src=\"http:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_55.jpg\" alt=\"apartes_n04_55\" width=\"1200\" height=\"943\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_55.jpg 1200w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_55-300x236.jpg 300w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_55-768x604.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2016\/11\/apartes_n04_55-1024x805.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<h4><\/h4>\n<h4>SAIBA MAIS<\/h4>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;background-color: #72bb81\">\n<p><strong><span style=\"color: #ffffff\">Livros<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>A Din\u00e2mica dos Nomes na Cidade de S\u00e3o Paulo.<\/strong> Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick. Annablume, 1997.<\/p>\n<p><strong>No Calor da Hora.<\/strong> Walnice Nogueira Galv\u00e3o. \u00c1tica, 1974.<\/p>\n<p><strong>Os Sert\u00f5es.<\/strong> Euclides da Cunha. V\u00e1rias editoras.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nomes de guerra Em 1897, o conflito de Canudos, no sert\u00e3o baiano, fez a C\u00e2mara mudar os nomes de seis ruas do centro de S\u00e3o Paulo Fausto Salvadori Filho | fausto@saopaulo.sp.leg.br Leia a nova vers\u00e3o MUDAN\u00c7A &#8211; Entre 1897 e 1899, a Rua Direita chamou-se Floriano Peixoto Guilherme Gaensly\/Arquivo P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"parent":24332,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-38144","page","type-page","status-publish","hentry"],"meta_all":{"_edit_lock":["1561579728:109"],"_edit_last":["109"],"_wp_page_template":["default"],"_yoast_wpseo_content_score":["30"],"_cmsp_page_download-files":["a:1:{i:0;a:1:{s:4:\"type\";s:3:\"pdf\";}}"],"_yoast_wpseo_opengraph-title":["Nomes de guerra"],"_yoast_wpseo_opengraph-description":["Em 1897, o conflito de Canudos, no sert\u00e3o baiano, fez a C\u00e2mara mudar os nomes de seis ruas do centro de S\u00e3o Paulo"],"_yoast_wpseo_twitter-title":["Nomes de guerra"],"_yoast_wpseo_twitter-description":["Em 1897, o conflito de Canudos, no sert\u00e3o baiano, fez a C\u00e2mara mudar os nomes de seis ruas do centro de S\u00e3o Paulo"]},"meta_all_2":{"_edit_lock":["1561579728:109"],"_edit_last":["109"],"_wp_page_template":["default"],"_yoast_wpseo_content_score":["30"],"_cmsp_page_download-files":["a:1:{i:0;a:1:{s:4:\"type\";s:3:\"pdf\";}}"],"_yoast_wpseo_opengraph-title":["Nomes de guerra"],"_yoast_wpseo_opengraph-description":["Em 1897, o conflito de Canudos, no sert\u00e3o baiano, fez a C\u00e2mara mudar os nomes de seis ruas do centro de S\u00e3o Paulo"],"_yoast_wpseo_twitter-title":["Nomes de guerra"],"_yoast_wpseo_twitter-description":["Em 1897, o conflito de Canudos, no sert\u00e3o baiano, fez a C\u00e2mara mudar os nomes de seis ruas do centro de S\u00e3o Paulo"]},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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