{"id":99187,"date":"2023-10-09T14:15:24","date_gmt":"2023-10-09T17:15:24","guid":{"rendered":"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/?p=99187"},"modified":"2023-11-23T11:39:22","modified_gmt":"2023-11-23T14:39:22","slug":"a-felicidade-do-pioneiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/a-felicidade-do-pioneiro\/","title":{"rendered":"A felicidade do pioneiro"},"content":{"rendered":"<span class=\"span-reading-time rt-reading-time\" style=\"display: block;\"><span class=\"rt-label rt-prefix\">Tempo estimado de leitura: <\/span> <span class=\"rt-time\"> 11<\/span> <span class=\"rt-label rt-postfix\">minutos<\/span><\/span><p>Fausto Salvadori Filho | <a href=\"mailto:fausto@saopaulo.sp.leg.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fausto@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<h6>Publicada originalmente em fev\/2014\u2013 Revista Apartes \u2013 edi\u00e7\u00e3o n\u00ba5<\/h6>\n<div id=\"attachment_99249\" style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-99249\" class=\"wp-image-99249 size-full\" src=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/camara-dos-deputados.jpg\" alt=\"\" width=\"354\" height=\"472\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/camara-dos-deputados.jpg 354w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/camara-dos-deputados-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px\" \/><p id=\"caption-attachment-99249\" class=\"wp-caption-text\">Yukishigue Tamura | Cr\u00e9dito: C\u00e2mara dos Deputados<\/p><\/div>\n<p>Quando os primeiros imigrantes japoneses desembarcaram no Brasil, em 1908, eram considerados uma ra\u00e7a inferior por cientistas, m\u00e9dicos e pol\u00edticos brasileiros, que sugeriam restringir a imigra\u00e7\u00e3o nip\u00f4nica para n\u00e3o prejudicar a ra\u00e7a brasileira. \u201cBaste-nos o erro que consistiu na introdu\u00e7\u00e3o do preto. N\u00e3o reincidamos no amarelo\u201d, disse o deputado federal Fid\u00e9lis Reis, em 1923. Com a entrada do Pa\u00eds na Segunda Guerra Mundial, em 1942, o preconceito se juntou \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Al\u00e9m de seres inferiores, os imigrantes passaram a ser vistos como agentes em potencial do imp\u00e9rio japon\u00eas, contra quem o Brasil estava em guerra \u2013 o \u201cperigo amarelo\u201d.<\/p>\n<p>Nos anos 40, junto com italianos e alem\u00e3es, os imigrantes vindos do Jap\u00e3o e suas fam\u00edlias passaram a ser tratados como inimigos do Estado. Tiveram seus bens confiscados e foram proibidos de fazer reuni\u00f5es p\u00fablicas ou utilizar a pr\u00f3pria l\u00edngua. Agentes do governo expulsaram milhares de japoneses de suas casas, em Santos e no bairro paulistano da Liberdade. Em 1946, um ano ap\u00f3s o final da guerra, a Assembleia Constituinte votou uma emenda proibindo a entrada de nip\u00f4nicos no Brasil, que s\u00f3 foi rejeitada por um voto de diferen\u00e7a. Para piorar, eles tamb\u00e9m lutavam entre si: entre 1946 e 1947, a atua\u00e7\u00e3o da mil\u00edcia nacionalista Shindo Renmei, que ca\u00e7ava os imigrantes que acreditavam na derrota do Jap\u00e3o no conflito mundial, deixou 23 mortos e 147 feridos.<\/p>\n<p>Perseguida e dividida, a comunidade precisava de uma mudan\u00e7a. \u201cNaquele momento, os japoneses buscavam mudar sua imagem diante da sociedade brasileira e dentro da pr\u00f3pria col\u00f4nia\u201d, explica C\u00e9lia Sakurai, doutora em Ci\u00eancias Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e especialista em hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil. \u201cUm dos caminhos encontrados para essa mudan\u00e7a foi a pol\u00edtica.\u201d<\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/campanha-1958.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Candidatura 1958 | Divulga\u00e7\u00e3o&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Perigo vermelho x perigo amarelo<\/strong><\/h3>\n<p>Era uma boa \u00e9poca para descobrir a pol\u00edtica. Em 1947, ap\u00f3s o fim do Estado Novo, os munic\u00edpios faziam suas primeiras elei\u00e7\u00f5es em 11 anos. Foi naquele ano que, pela primeira vez, os nisseis (brasileiros filhos de japoneses) se lan\u00e7aram candidatos. Um desses pioneiros, o advogado Yukishigue Tamura, conseguiu 1.436 votos para o cargo de vereador, suficientes apenas para que fosse suplente. Mas sua situa\u00e7\u00e3o mudou em 31 de dezembro, v\u00e9spera da posse da nova C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou <a href=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-3-novembro2013\/no03-uma-correcao-na-historia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a cassa\u00e7\u00e3o dos mandatos de 15 vereadores comunistas<\/a>.<\/p>\n<p>Foi uma decis\u00e3o autorit\u00e1ria, em que o Tribunal cedeu ao medo do \u201cperigo vermelho\u201d disseminado durante a Guerra Fria, mas indiretamente serviu para ajudar a vida de uma comunidade que era v\u00edtima de outra paranoia com nome colorido \u2014 o \u201cperigo amarelo\u201d. \u00c9 que, com a sa\u00edda dos comunistas, o suplente Yukishigue conquistou uma cadeira de vereador e entrou para a hist\u00f3ria como o primeiro pol\u00edtico de origem japonesa eleito fora do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de Yukishigue iniciou-se em 1910, quando seu pai, Yoshinori, e sua m\u00e3e, Kino, desembarcaram no Brasil a bordo do navio Ryojun-Maru. O pai de Yukishigue trabalhou como carpinteiro e sorveteiro, enquanto a m\u00e3e fazia past\u00e9is, que o filho ia vender na Pra\u00e7a da S\u00e9. Era t\u00e3o pobre que ia \u00e0 escola sempre com um p\u00e9 descal\u00e7o. \u201cQuando gastava um, usava o outro\u201d, contou em entrevista ao rep\u00f3rter Aldo Shiguti, no Jornal do Nikkey, em 5 de setembro de 2000.<\/p>\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/casal-tamura-brasilia.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Tamura com a primeira esposa, Ikuyo, no in\u00edcio de Bras\u00edlia | Arquivo pessoal&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Com 11 anos, em 1926, conheceu um padre jesu\u00edta italiano, Guido del Toro, da Igreja S\u00e3o Gon\u00e7alo, na Pra\u00e7a Jo\u00e3o Mendes. O encontro marcaria sua vida. O padre Guido dedicava-se a evangelizar os imigrantes japoneses e, para pescar as almas das crian\u00e7as, distribu\u00eda balas convidando-as para ir ao catecismo. \u201cFui conquistado \u00e0 bala\u201d, lembrava Yukishigue, que n\u00e3o apenas se tornou um cat\u00f3lico entusiasmado como ainda converteu os pais. O padre ajudou a garantir uma boa educa\u00e7\u00e3o para o menino, convencendo o reitor do Col\u00e9gio do Carmo a aceit\u00e1-lo como aluno. Yukishigue saiu do col\u00e9gio direto para o curso de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Em 1939, tornou-se o terceiro nissei a obter um diploma do Largo S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Trabalhando como professor prim\u00e1rio e advogado, virou figura f\u00e1cil das delegacias, onde defendia os direitos dos japoneses, italianos e alem\u00e3es presos por suspeita de espionagem. Uma vez, convenceu o delegado a soltar todos os presos pol\u00edticos, mas acabou ele pr\u00f3prio encarcerado por dez dias. Recusou ofertas de uma bolsa de estudos no Jap\u00e3o e de emprego na embaixada japonesa. \u201cSou advogado para conhecer o sofrimento do povo\u201d, disse, em entrevista a C\u00e9lia Sakurai mencionada no livro<em> Imigra\u00e7\u00e3o e Pol\u00edtica em S\u00e3o Paulo<\/em>. \u201cAcabar com as injusti\u00e7as, lutar pela liberdade e pelo direito\u201d tornaram-se seus objetivos de vida. Quando percebeu que teria mais chances nessa luta atuando como pol\u00edtico do que como advogado, resolveu se lan\u00e7ar candidato.<\/p>\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Escola-Superior-de-Guerra.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Yukishigue (esquerda) na Escola Superior de Guerra, em 1958, com Tancredo Neves (no meio) e Castello Branco (direita) | Arquivo pessoal&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Voto dos Japoneses<\/strong><\/h3>\n<p>Seu primeiro advers\u00e1rio na pol\u00edtica foi o preconceito dos partidos, que se recusavam a aceitar algu\u00e9m de olhos puxados. \u201cNenhum partido queria me receber\u201d, contou Yukishigue a C\u00e9lia Sakurai. \u201cEu sofri muito o impacto emocional e psicol\u00f3gico por ser japon\u00eas.\u201d O jeito era apelar a Deus ou, pelo menos, a um de seus representantes. Mais uma vez, entrou em cena o padre Guido, que intercedeu pelo jovem e conseguiu que ele fosse aceito como candidato a deputado estadual pelo pequeno Partido Democrata Crist\u00e3o (PDC), em 1947.<\/p>\n<div id=\"attachment_99258\" style=\"width: 380px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-99258\" class=\"wp-image-99258\" src=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Yukishigue-Tamura-1976-192x300.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Yukishigue-Tamura-1976-192x300.jpg 192w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Yukishigue-Tamura-1976.jpg 386w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><p id=\"caption-attachment-99258\" class=\"wp-caption-text\">Yukishigue Tamura na CMSP em 1976 | Cr\u00e9dito: Acervo CMSP<\/p><\/div>\n<p>Recebeu forte apoio dos tintureiros, categoria dominada pelos nip\u00f4nicos: quem fosse buscar um terno numa tinturaria, naquele ano, frequentemente achava v\u00e1rios santinhos com o nome Yukishigue Tamura nos bolsos. Mesmo assim, foi uma campanha cansativa. N\u00e3o era t\u00e3o f\u00e1cil achar gente da comunidade apta a votar, j\u00e1 que muitos isseis (nascidos no Jap\u00e3o) n\u00e3o eram naturalizados. Em busca de todos os votos nip\u00f4nicos dispon\u00edveis, Yukishigue percorreu mais de 100 cidades paulistas, principalmente na regi\u00e3o noroeste.<\/p>\n<p>Yukishigue ainda precisava lidar com a desconfian\u00e7a dos japoneses mais velhos. \u201cMas esse nissei aqui vem pedir voto da comunidade e nem sabe falar japon\u00eas?\u201d, perguntavam. Para solucionar essa falha, contava com a ajuda da esposa, Ikuyo, com quem se casou em 1943. Ela dominava o idioma e tinha jeito para lidar com os eleitores. \u201cNa minha carreira pol\u00edtica, eu sou 49% e a Ikuyo, 51%\u201d, costumava dizer para a fam\u00edlia. No mesmo ano em que nasceu para a pol\u00edtica, viu Ikuyo dar \u00e0 luz seu filho, Aloisio.<\/p>\n<p>Derrotado na elei\u00e7\u00e3o estadual, Yukishigue teve mais sorte no final do ano, com a disputa para vereador. Eleito em 1947, liderou uma campanha contra o confisco dos bens de imigrantes, realizado durante a guerra pelo governo federal. Deu certo: em 1951, o Estado devolveu os bens para seus donos. A agricultura, setor que empregava a maior parte da comunidade japonesa, era outra das bandeiras defendidas pelo vereador.<\/p>\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Tamura-com-Joao-XXIII.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Tamura em visita ao papa Jo\u00e3o XXIII: \u201ccat\u00f3lico fan\u00e1tico\u201d | Arquivo pessoal&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>\u201cJesus te ama\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>Ao final do mandato como vereador, j\u00e1 havia reunido suficiente cacife pol\u00edtico para trocar o nanico PDC pelo Partido Social Democr\u00e1tico (PSD), um dos principais da \u00e9poca. Eleito deputado estadual em 1951, rezava todos os dias a Ora\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco de Assis em busca de inspira\u00e7\u00e3o para seus projetos de lei. Uma das propostas mais importantes desse per\u00edodo levava sua marca de cat\u00f3lico militante: a <a href=\"https:\/\/www.al.sp.gov.br\/repositorio\/legislacao\/lei\/1954\/lei-2658-21.01.1954.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 2.658, aprovada em 1954<\/a>, durante as comemora\u00e7\u00f5es pelos 400 anos do Munic\u00edpio, que transferia aos jesu\u00edtas o terreno do Pateo do Collegio e previa a constru\u00e7\u00e3o do Museu Anchieta, que seria realizada em 1979. \u201cSegundo suas mem\u00f3rias, a aprova\u00e7\u00e3o da lei foi um processo \u00e1rduo. Lembra que sofreu resist\u00eancias dos protestantes, dos ma\u00e7ons e tamb\u00e9m dos pr\u00f3prios cat\u00f3licos, que n\u00e3o viam com bons olhos um filho de imigrantes, japon\u00eas, ser o autor de um projeto hist\u00f3rico ligado \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas e paulistas\u201d, relata a escritora Sakurai.<\/p>\n<p>A f\u00e9 cat\u00f3lica com uma pegada conservadora era uma das caracter\u00edsticas mais evidentes de Yukishigue. \u201cEle era um cat\u00f3lico fan\u00e1tico\u201d, relembra a nora Elsa Mieko Tamura, esposa de Aloisio. Ligado \u00e0 Opus Dei e \u00e0 Renova\u00e7\u00e3o Carism\u00e1tica, n\u00e3o bebia, n\u00e3o fumava, vivia citando vers\u00edculos b\u00edblicos em seus discursos e gostava de presentear crian\u00e7as com pulseirinhas contendo a inscri\u00e7\u00e3o \u201cJesus te ama\u201d. Sempre engravatado, vestia-se para uma visita dos netos como se fosse ao plen\u00e1rio. \u201cEle viveu uma vida regrada e de bons princ\u00edpios. Era uma pessoa firme, de bons prop\u00f3sitos e dedicada ao pr\u00f3ximo, reto como poucos\u201d, define Elsa.<\/p>\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Yukishigue-e-Juscelino-Kubitschek.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Com o presidente Juscelino Kubitschek (ao centro) e o ex-governador Lucas Nogueira Garcez (\u00e0 direita) | Arquivo pessoal&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n\n<p>Em 1956, em seu primeiro mandato como deputado federal, Yukishigue atuou nas negocia\u00e7\u00f5es entre um grupo de empres\u00e1rios japoneses e o governo do presidente Juscelino Kubitschek, que se uniram para criar a Usiminas, um dos maiores complexos sider\u00fargicos da Am\u00e9rica Latina. Enquanto os brasileiros forneciam a mat\u00e9ria-prima extra\u00edda do solo de Minas Gerais, os japoneses entraram com um investimento de US$ 100 milh\u00f5es. A empresa se organizou como uma joint venture, com 40% de capital privado japon\u00eas e 60% de capital estatal nacional \u2013 porcentagens sugeridas por Yukishigue. A atua\u00e7\u00e3o lhe rendeu o T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Honor\u00e1rio de Minas Gerais e a Medalha da Inconfid\u00eancia, a maior honraria concedida pelo governo mineiro. No Jap\u00e3o, recebeu os t\u00edtulos Medalha do Tesouro Sagrado e doutor honoris causa em Economia da Universidade Takushoku, de T\u00f3quio.<\/p>\n\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Expo-Brasil-Japao-1979.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Como vereador, participa do evento Expo Brasil Jap\u00e3o, em 1979 | Cr\u00e9dito: Acervo CMSP&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>&#8216;Elemento criptocomunista&#8217;<\/strong><\/h3>\n\n<p>Cat\u00f3lico conservador vivendo em tempos de Guerra Fria, Yukishigue ficou do lado dos militares que, em 31 de mar\u00e7o de 1964, derrubaram o presidente Jo\u00e3o Goulart e iniciaram 21 anos de ditadura. \u201cEles tiveram a boa inten\u00e7\u00e3o de democratizar este Pa\u00eds, evitando a corrup\u00e7\u00e3o\u201d, apenas pecando por n\u00e3o reconhecer que \u201cuma revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode se eternizar\u201d, diria Yukishigue em 1977, em discurso no seu segundo mandato na CMSP. Ele se orgulhava de ser amigo do marechal Humberto Castello Branco, primeiro ditador do novo regime, com quem havia cursado, em 1957, a Escola Superior de Guerra \u2013 institui\u00e7\u00e3o que atuou como uma das articuladoras do golpe de 64. Cinco anos ap\u00f3s o golpe, contudo, Yukishigue iria se tornar v\u00edtima do monstro que ajudara a criar.<\/p>\n<p>Embora pertencesse \u00e0 Alian\u00e7a Renovadora Nacional (Arena), partido que apoiava o regime militar, Yukishigue contrariou as determina\u00e7\u00f5es da ditadura em momentos-chave. Em 1968, votou a favor de um projeto de anistia a estudantes e trabalhadores processados pelo governo, dizendo que \u201cquem n\u00e3o sabe perdoar dificilmente saber\u00e1 governar\u201d. No mesmo ano, votou contra o pedido de licen\u00e7a do governo federal para processar o deputado M\u00e1rcio Moreira Alves, do Movimento Democr\u00e1tico Brasileiro (MDB), autor de um discurso que havia irritado as For\u00e7as Armadas. A recusa do pedido de licen\u00e7a serviu de pretexto para o presidente Arthur da Costa e Silva fechar o Congresso e editar o Ato Institucional 5, que eliminou garantias individuais e iniciou a ditadura sem disfarces. Com base no AI-5, Yukishigue se viu cassado, no seu quarto mandato como deputado federal, por um decreto presidencial em 16 de janeiro de 1969.<\/p>\n\n\n[aesop_gallery  id=&#8221;99312&#8243; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221;]\n\n<p>Numa ata secreta em que o presidente Costa e Silva e seus ministros discutem a cassa\u00e7\u00e3o de Yukishigue e outros deputados (hoje dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Paginas-das-atas-das-reunioes-do-conselho-de-seguranca-1968.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arquivo Nacional)<\/a>, a raz\u00e3o apontada para a cassa\u00e7\u00e3o \u00e9 a assinatura de Yukishigue, ao lado de outros dois deputados arenistas (Antonio S\u00edlvio Cunha Bueno e Roberto Cardoso Alves) em um manifesto contra o AI-5. Na reuni\u00e3o, Costa e Silva contou que se ressentia de um epis\u00f3dio ocorrido no ano anterior, em que Yukishigue o procurou com um pedido para ser nomeado embaixador do Jap\u00e3o (cabe ao presidente indicar os nomes dos embaixadores, que s\u00e3o aprovados pelo Senado). Costa e Silva contou que o pedido de Yukishigue viera acompanhado de um livro contendo as assinaturas de todos os senadores, o que, aos olhos do ditador, pareceu uma afronta. \u201cEle praticou uma invers\u00e3o, pois j\u00e1 trazia o voto do plen\u00e1rio\u201d, afirmou o presidente na reuni\u00e3o. Costa e Silva contou que negou o pedido e Yukishigue, ap\u00f3s o epis\u00f3dio, \u201cficou inimigo do governo\u201d.<\/p>\n<p>Ainda nessa reuni\u00e3o, o presidente e seus ministros analisaram as informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o do governo a respeito do deputado. Muitas n\u00e3o passavam de fantasia paranoica. Os arapongas da ditadura afirmavam, por exemplo, que Yukishigue havia sido membro da Shindo Renmei e que seria \u201cum dos elementos criptocomunistas de maior prest\u00edgio na col\u00f4nia japonesa paulista\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_99287\" style=\"width: 380px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-99287\" class=\"wp-image-99287\" src=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-211x300.jpg 211w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-721x1024.jpg 721w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-768x1090.jpg 768w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-1082x1536.jpg 1082w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-1443x2048.jpg 1443w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-1250x1775.jpg 1250w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-400x568.jpg 400w, https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Quadro-scaled.jpg 1803w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><p id=\"caption-attachment-99287\" class=\"wp-caption-text\">Quadro a \u00f3leo de 1956, no seu primeiro mandato como deputado federal | Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>Ser cassado pelo regime que ajudou a construir fez muito mal a Yukishigue, logo ele que prezava tanto a ordem (\u201cn\u00e3o fui cassado nem por corrup\u00e7\u00e3o, nem por subvers\u00e3o\u201d, dizia). Mudou para a oposi\u00e7\u00e3o, ingressando no MDB. Mas, quando tentou lan\u00e7ar-se candidato, em 1970, acabou impugnado.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>\u201cViva casado e n\u00e3o cassado\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>V\u00edtima de c\u00e2ncer de \u00fatero, a esposa de Yukishigue morreu em 1974. Ele atribuiu a morte de Ikuyo \u00e0 cassa\u00e7\u00e3o desonrosa. \u201cA minha cassa\u00e7\u00e3o, em 1969, acarretou a morte da minha saudosa Ikuyo. Ela morreu de tristeza, mas me deixou um legado: \u2018Perdoe, saiba perdoar\u2019\u201d, afirmou em discurso feito na CMSP em 1977. No mesmo pronunciamento, relata que passou dois anos meditando, aprendendo a lidar com o \u00f3dio e a tristeza que a cassa\u00e7\u00e3o do mandato e a morte da companheira haviam lhe causado. Pensou em se recolher a um mosteiro. Em vez disso, preferiu se casar de novo e voltar para a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>As duas retomadas, segundo Yukishigue, foram um pedido de Ikuyo, pouco antes de morrer. \u201cVolta \u00e0 pol\u00edtica, se eu morrer, e ajuda a construir uma cidade (\u2026). Mas antes de partir te pe\u00e7o: n\u00e3o vivas s\u00f3, casa-te, reconstr\u00f3i a tua fam\u00edlia. Viva casado e n\u00e3o cassado! Um dia a justi\u00e7a ser\u00e1 feita\u201d, teria dito a primeira esposa.<\/p>\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/recordacao.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;700px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Objetos da fam\u00edlia Tamura recordam Yukishigue e Ikuyo | Ricardo Moreno \/CMSP&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Seguindo os conselhos, casou-se de novo, em 1976, com Hanna Kirsch Laub\u00e9, uma ga\u00facha de Novo Hamburgo, tamb\u00e9m vi\u00fava, que conheceu na igreja. Ela tinha tr\u00eas filhos, Vitor, Carlos Eduardo e Ilzo Roberto, a quem Yukishigue se referia como \u201cmeus filhos\u201d. \u201cVencido o abismo inicial decorrente de diferen\u00e7as culturais e et\u00e1rias (quando se casou, Yukishigue tinha 61 anos e Vitor, seu enteado mais velho, 19), que tanto nos distanciava a princ\u00edpio, aprendi a conhecer e respeitar sobremaneira o meu padrasto, um homem efetivamente \u00edntegro e honesto\u201d, conta Vitor.<\/p>\n<p>No mesmo ano, Yukishigue voltou a se eleger vereador, retomando a carreira pol\u00edtica ap\u00f3s sete anos de afastamento. Da sua segunda passagem pela CMSP, destacam-se a autoria da <a href=\"http:\/\/documentacao.\/iah\/fulltext\/leis\/L9120.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 9.120\/1980<\/a>, que proibiu fumar em locais p\u00fablicos como elevadores, \u00f4nibus e cinemas, e a entrega do <a href=\"https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/iah\/fulltext\/decretoslegislativos\/DL780.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Paulistano ao papa Jo\u00e3o Paulo II<\/a>.<\/p>\n<p>Em 11 de julho de 2011, Yukishigue Tamura morreu de parada card\u00edaca, aos 96 anos. Em uma de suas \u00faltimas entrevistas, aquela para o\u00a0<em>Jornal do Nikkey<\/em>, contou que nunca conseguiu fazer os brasileiros pronunciarem direito o seu nome. \u201cChamavam-me de xique-xique, de u\u00edsque-u\u00edsque\u2026\u201d Pensou em trocar para Lu\u00eds, o nome recebido em seu batismo cat\u00f3lico. Desistiu ap\u00f3s receber o conselho do pai: \u201cN\u00e3o queira mudar porque \u00e9 o nome mais bonito que encontrei. Significa \u2018uma felicidade crescente at\u00e9 a eternidade\u2019\u201d.<\/p>\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/familia.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;O bisneto Pietro, a neta Paula Harumi e a nora do pol\u00edtico, Elsa Mieko | Ricardo Moreno\/CMSP&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<div style=\"background-color: #e8e8e8;padding: 30px 0 30px 0;margin: 0px 0 30px 0\">\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Do \u201cvoto da col\u00f4nia\u201d ao voto de todos<\/strong><\/h3>\n<p>Yukishigue Tamura foi o primeiro de muitos descendentes de japoneses que enfrentaram os preconceitos e se lan\u00e7aram na pol\u00edtica, a partir do final dos anos 40. A historiadora C\u00e9lia Sakurai chama os pol\u00edticos dessa primeira fase de \u201ccandidatos \u00e9tnicos\u201d, por terem sido \u201celeitos basicamente com os votos da col\u00f4nia\u201d e defenderem os seus interesses, principalmente em quest\u00f5es ligadas \u00e0 agricultura, principal atividade da maioria dos nikkeis (os japoneses e seus descendentes).<\/p>\n<p>A partir de 1964, surge uma nova gera\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos com ascend\u00eancia japonesa e \u201coutros elementos come\u00e7am a pesar, como a elei\u00e7\u00e3o a partir de categorias profissionais, em grupos espec\u00edficos n\u00e3o necessariamente ligados \u00e0 comunidade\u201d, explica Sakurai. \u00c0quela altura, \u201cos candidatos nikkeis n\u00e3o participam das elei\u00e7\u00f5es pela origem \u00e9tnica, mas por sua atua\u00e7\u00e3o na sociedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/homolog.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2023\/09\/Paulo-Kobayashi-na-Camara.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1000px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Paulo Kobayashi na CMSP | Cr\u00e9dito: Acervo CMSP&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n\n<p>Tudo come\u00e7ou pelo Legislativo. Depois de Yukishigue, atuaram como vereadores ou deputados nomes como Jo\u00e3o Sussumu Hirata, Diogo Nomura, Ioshifumi Utiyama, Ant\u00f4nio Morimoto, Ant\u00f4nio Ueno, Shiro Kyono, Jihei Noda e Hatiro Shimomoto. Em 1992, Paulo Kobayashi assumiu a presid\u00eancia da CMSP e, cinco anos depois, da Assembleia Legislativa.<\/p>\n<p>No Executivo brasileiro, o primeiro prefeito nissei foi Tadao Hatanaka, de Bastos (interior de S\u00e3o Paulo), em 1956. O primeiro a assumir um cargo de ministro foi F\u00e1bio Yasuda, que comandou a pasta de Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria, em 1969, seguido por Shigeaki Ueki, de Minas e Energia, que tamb\u00e9m presidiu a Petrobras. Em 2003, Luiz Gushiken, um dos fundadores do PT, tornou-se ministro da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, segundo Sakurai, j\u00e1 n\u00e3o existem os \u201ccandidato da col\u00f4nia\u201d, porque a pr\u00f3pria comunidade nip\u00f4nica, como um grupo social definido, restrito \u00e0 agricultura, deixou de existir. \u201cAs coisas se dilu\u00edram bastante. A col\u00f4nia japonesa mudou de face, houve muitos casamentos inter\u00e9tnicos e os descendentes hoje participam de todas as \u00e1reas da vida p\u00fablica brasileira\u201d, diz. Todos se tornaram, simplesmente, brasileiros.<\/p>\n<\/div>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: S\u00e2ndor Vasconcelos\u00a0<a href=\"mailto:sandor@saopaulo.sp.leg.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sandor@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Saiba mais<\/strong><\/h3>\n\n<h5 style=\"background-color: #000000;text-align: center\"><span style=\"color: #ffffff\"><strong>Livros<\/strong><\/span><\/h5>\n<p><strong>Arigat\u00f4: a Emocionante Hist\u00f3ria dos Imigrantes Japoneses no Brasil.<\/strong>\u00a0Jhony Arai e Cesar Mitsunobu Hirasaki. JBC, 2008.<\/p>\n<p><strong>Banzai!: Hist\u00f3ria da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil em Mang\u00e1.<\/strong>\u00a0Francisco Noriyuki Sato e Julio Shimamoto. NSP-Hakkosha, 2008.<\/p>\n<p><strong>A Fase Rom\u00e2ntica da Pol\u00edtica: os Primeiros Deputados Nikkeis no Brasil.<\/strong>\u00a0C\u00e9lia Sakurai (cap\u00edtulo do livro <strong>Imigra\u00e7\u00e3o e Pol\u00edtica em S\u00e3o Paulo<\/strong>). Sumar\u00e9, 1995.<\/p>\n<p><strong>O Nikkei no Brasil.<\/strong>\u00a0Kiyoshi Harada (organiza\u00e7\u00e3o). Atlas, 2008.<\/p>\n<p><strong>Cora\u00e7\u00f5es Sujos.<\/strong>\u00a0Fernando Morais. Companhia das Letras, 2000.<\/p>\n<h5 style=\"background-color: #000000;text-align: center\"><span style=\"color: #ffffff\"><strong>Site<\/strong><\/span><\/h5>\n<p><a href=\"http:\/\/imigracaojaponesa.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa<\/a><\/p>\n<div class=\"accordion\"><div id=\"accordions-99274\" class=\"accordions-99274 accordions\" data-accordions={&quot;lazyLoad&quot;:true,&quot;id&quot;:&quot;99274&quot;,&quot;event&quot;:&quot;click&quot;,&quot;collapsible&quot;:&quot;true&quot;,&quot;heightStyle&quot;:&quot;content&quot;,&quot;animateStyle&quot;:&quot;swing&quot;,&quot;animateDelay&quot;:1000,&quot;navigation&quot;:true,&quot;active&quot;:999,&quot;expandedOther&quot;:&quot;no&quot;}>\r\n                <div id=\"accordions-lazy-99274\" class=\"accordions-lazy\" accordionsId=\"99274\">\r\n                    <\/div>\r\n\r\n    <div class=\"items\"  style=\"display:none\" >\r\n    <p>Content missing<\/p>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n            <\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fausto Salvadori Filho | fausto@saopaulo.sp.leg.br Publicada originalmente em fev\/2014\u2013 Revista Apartes \u2013 edi\u00e7\u00e3o n\u00ba5 Quando os primeiros imigrantes japoneses desembarcaram no Brasil, em 1908, eram considerados uma ra\u00e7a inferior por cientistas, m\u00e9dicos e pol\u00edticos brasileiros, que sugeriam restringir a imigra\u00e7\u00e3o nip\u00f4nica para n\u00e3o prejudicar a ra\u00e7a brasileira. \u201cBaste-nos o erro que consistiu na introdu\u00e7\u00e3o do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":99211,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[123,3],"tags":[2036,2046,2040,2047,2052,2033,2044,2038,2030,2053,2037,2042,2050,2029,2028,2045,2049,2043,2051,2039,2054,1170,2031,2041,2035,2032,2048,2034],"coauthors":[1213],"class_list":["post-99187","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","category-perfil","tag-aldo-shiguti","tag-antonio-morimoto","tag-antonio-silvio-cunha-bueno","tag-antonio-ueno","tag-aurelio-nomura","tag-celia-sakurai","tag-diogo-nomura","tag-elsa-mieko-tamura","tag-fidelis-reis","tag-george-hato","tag-guido-del-toro","tag-hanna-kirsch-laube","tag-hatiro-shimomoto","tag-imigracao-niponica","tag-imigrantes-japoneses","tag-ioshifumi-utiyama","tag-jihei-noda","tag-joao-sussumu-hirata","tag-luiz-gushiken","tag-marcio-moreira-alves","tag-ota","tag-paulo-kobayashi","tag-perigo-amarelo","tag-roberto-cardoso-alves","tag-ryojun-maru","tag-shindo-renmei","tag-shiro-kyono","tag-yukishigue-tamura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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